19.8.12

UNIVERSALIDADE



“A universalidade é um tema que se repete em Aquário, signo que enfatiza o espírito como a água da vida universal. Junte-se a isso a consciência da importância do “grupo” na experiência da vida. À medida que cresce a conscientização, cresce também a percepção de que os relacionamentos individuais são secundários em relação aos do grupo.
Três notas-chave deste signo são de fácil compreensão na teoria, mas de difícil demonstração na vida prática, pois as tarefas envolvidas são árduas:
1 – O discípulo deverá mudar o serviço ao pequeno em serviço para a humanidade;
2 – ele deverá mudar a atividade egoísta superficial num esforço abnegado, a fim de ajudar a Hierarquia na implementação do Plano;
3 – deverá realizar a transição de uma vivência limitada ao ego para uma “conscientização humanitária sensível”.
Durante essas transformações, ainda permanecem no homem resquícios da expressão da individualidade. Quando ele sente o desabrochar do espírito, torna-se consciente de que não é mais uma unidade isolada da humanidade, mas sim uma parte definida do Todo. E, embora conserve sua identidade,  ele a vê de uma perspectiva diferente, reconhecendo-a como relativa frente ao padrão evolutivo maior de utilidade para a vida.”

18.8.12

Pai João de Benguela é um sábio.


Maçonaria e Religião

1- A Maçonaria não é uma seita.

2- A Maçonaria não sustenta dogmas.

3- A Maçonaria não pretende substituir-se à religião de cada um.

4- A Maçonaria coloca-se imparcial entre todas as crenças religiosas e teorias
filosóficas, e acima de todas as suas controvérsias, para fazer da liberdade de
pensamento - o seu fundamento.

5- A Maçonaria deixa livre a cada um dos seus membros adotar e seguir a religião de
sua eleição, sem que os outros nada tenham a censurar-lhe.

6- Aquele que chega à porta dos seus templos, a Maçonaria diz: "Tu serás aqui o único
diretor da tua consciência".

7- Aquele que é conduzido entre as colunas de seus templos, a Maçonaria declara:
"Aqui ninguém te interpelará pela tua crença, nem te injuriará por ela".

8- Aquele que toma lugar no seu recinto, a Maçonaria assegura: "A nobreza de tuas
ações e a tua sinceridade dão-te o direito de seres aqui o único na tua crença. Se estás
errado, talvez a verdade te ilumine, mas tu te encaminharás para ela livremente.

9- Em matéria de religião, o principal dever do maçom é a prática da tolerância
absoluta em relação às crenças alheias, no elevado intuito de, a despeito dos seus
antagonismos, aproximar todos as homens de boa vontade, sob a bandeira da
Fraternidade.

10- No seio da Maçonaria, as homens de todas as religiões podem reunir-se sem
hostilizarem- se e, numa atmosfera de paz e serenidade, trocar as suas idéias em busca
do aperfeiçoamento moral da humanidade.

11- A Maçonaria é sempre a mãe carinhosa no meio das lutas fraticidas.

12- A Maçonaria é a mediadora dos interesses privados e das paixões pessoais em
choque.

13- A Maçonaria é a única força capaz de apaziguar as ódios religiosos quando
desencadeados.

14- Para deter os impulsos da sua natureza, o Maçom usa de dois freios: a império
sobre si mesmo e a supressão dos maus instintos.

15- É o único jugo que lhe impõe a associação: aquele que se rebela contra ele, é perjuro
e, como tal, abandonado à sua sorte, depois de julgado maçonicamente.

16- A Maçonaria é a única associação que reúne, sob as suas abóbadas, os adeptos de
todos os cultos para glorificarem, em comum, o Grande Arquiteto do Universo que é
Deus, - idéia que encerra: na ordem física, a expressão do Equilibro Universal; na
ordem intelectual, a Suprema Inteligência que tudo rege e prevê; e na ordem moral, a
Justiça Imanente.

17- A Maçonaria não é adversária da religião; mas, antes, é a sua melhor cooperadora.

18- A Maçonaria quer a crença nos lares e nos Templos, respeitada e sem atritos com os
sentimentos dissidentes.

19- Em matéria de política, a Maçonaria exige apenas que as minorias não sejam
espezinhadas em seus direitos pela maioria dominante no Estado.

20- A Maçonaria bate-se pelo poder civil separado do ambiente religioso, a fim de que,
por motivo de crença, não sejam tratados desigualmente cidadãos da mesma pátria, o
que redunda em opressão ou tirania.

21- A Maçonaria não tolera a hipocrisia.

22- A Maçonaria condena o fanatismo, a obsessão religiosa e carolice.

23- A Maçonaria combate sem tréguas a intolerância.

24- Maçom deve ser fiel e serviçal entre todos os homens, sejam eles cristãos, budistas,
muçulmanos, judeus, espiritas ou livres-pensadores. Jesus Nazareno Jesus Nazareno não se
envergonhava da companhia de publicanos e gentios, por ser isto obra de misericórdia:
- à sua imitação, procede a verdadeiro Maçom; e esta a sua lei máxima, por ser tudo
obra da fraternidade.
envergonhava da companhia de publicanos e gentios, por ser isto obra de misericórdia:
- à sua imitação, procede ao verdadeiro Maçom; e esta a sua lei máxima, por ser tudo obra da fraternidade.

15.8.12

AS FERRAMENTAS




Conta-se que numa carpintaria, certa vez, houve uma assembleia. Foi uma reunião das ferramentas para discutir suas diferenças. O martelo exerceu a presidência, mas os demais participantes lhe notificaram que teria que renunciar. A causa? Fazia demasiado barulho e vivia o tempo todo golpeando. O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que o parafuso também fosse expulso, dizendo: Ele dá muitas voltas para dizer o que deseja. O parafuso concordou, mas pediu que a lixa também fosse expulsa, alegando que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atrito. A lixa aceitou, mas com a condição de expulsarem o metro pois ele mede os outros segundo sua medida, como se fosse o único perfeito. Antes da reunião terminar entrou o carpinteiro, juntou todas as suas ferramentas e iniciou o seu trabalho. Pegou uma madeira bastante rústica, com a ajuda da lixa, do metro, do parafuso e de outras ferramentas, fez daquela madeira rústica lindos e finos móveis.. Logo depois, fechou a carpintaria e foi embora.  Reabriu-se então a assembleia.
O serrote pediu a palavra e disse pediu a palavra e disse emocionado: Senhores, ficou demonstrado que realmente temos defeitos, mas também temos qualidades, pois, o carpinteiro provou isso, usando nossos pontos valiosos e construindo esses lindos móveis. A Assembléia acatou essas ponderações. O martelo golpeava a madeira. O parafuso dava muitas voltas mas unia a madeira. A lixa dava o alinhamento. Assim as ferramentas ficaram orgulhosas e viram que trabalhando em equipe, podiam produzir móveis lindos. 

14.8.12

CONVERSANDO SOBRE MESTRES E POSTURAS CONSCIENCIAIS.



- Por Lázaro Freire
Vou começar citando um trecho de Wagner Borges.
“As pessoas fazem CAMPEONATO DE MESTRES, ficam discutindo quem é o melhor, em vez de aplicar o ensinamento deles, ou fazer 1 milésimo do que pregavam e exemplificavam”.
No Ocidente, há uma concepção distorcida da palavra Mestre. Não endosso o uso equivocado que fazem dele, mas tampouco tenho algo contra a mestria interior.
Somos todos mestres e discípulos uns dos outros.
Normalmente, o simples uso da palavra gera respeito excessivo, ou, não raro, críticas, egos e excessos. O que embute, não sei  porque, uma exigência de perfeição inatingível – fruto de nossa própria incapacidade de seguirmos modelos, escondendo, com isso, a nossa deficiência em SERMOS modelos a serem seguidos.
Na Índia, país construído principalmente com base na tradição oral, não há este preconceito. Todos são gurus (mestres, preceptores) de alguma coisa.
Não se “é” melhor por isso, mas não perdem o respeito pelo que “temos” de melhor para repassar.
Há o guru de ioga – mas também o guru de sânscrito, o guru da culinária, o guru de flauta, o guru de Kryia (técnicas de purificação) o guru de inglês – gurus de coisas simples e complexas, sem preconceitos, sem exigências de perfeição.
As pessoas são conscientes de que têm algo a ensinar – e as demais, mais ainda, de que têm sempre algo a aprender com o outro. Um belo ato de compartilhar.
Aqui, não. Mesmo que alguém materialize vibhuti (cinzas sagradas) e levite (como Sai Baba); mesmo que possamos ter pelo menos algo a passar em Espiritualidade, Astrologia, Tarot, ou simplesmente Vida – as pessoas estarão sempre procurando achar algum defeito, seja em um Sai Baba, seja em nós.
De tanto procurar, é claro que encontrarão. Exista ou não tal defeito. E quanto maior for o conhecimento transmitido, as palavras trocadas, as mensagens veiculadas, mais os mesmos estarão, intimamente, em uma postura do tipo de tentativa de anulação, senão da mensagem, pelo menos do mensageiro.
Por exemplo: “Sei não...Alguma coisa tem ali... Não pode ser perfeito assim...Mais cedo ou mais tarde algo vai dar errado... Vai aprontar alguma, vai falar demais, vai ter um furo no imposto de renda, vai ter uma fábrica de incenso, vai agir errado, tenho certeza”.
E assim, em vez de aproveitarem o que havia de bom, passam o tempo procurando o tal defeito que lhes permita se auto  desculpar por não seguir os ensinamentos dos Mestres.
Mestre sim: do Mestre Sai Baba, mas também da Mestra Marília, do Mestre Lázaro, do Mestre Wagner, do Mestre Chefe Chato que nos ensina paciência, do Mestre Padeiro que nos recebe de manhã com um sorriso, do Mestre Assaltante, que nos mostra que nada nos pertence de fato e que precisamos fazer mais ainda em prol da justiça social.
Tantos Mestres – 6 bilhões deles, para contar apenas os encarnados. Em maior ou menor grau, todos com algo a ensinar.
Todos humanos – mesmo Cristo e Sai Baba. E ao mesmo tempo, todos divinos – mesmo eu e você.
Todos eles, não se cansando de dizer que somos iguais. E os iguais de fato, cheios de erros e acertos, como nós, nem precisam dizer.
Estes escritos me fizeram  lembrar  de Richard Bach ( em “Ilusões – As Aventuras de Um Messias Indeciso”)
“Aprender  é descobrir aquilo que você já sabe.
Fazer é demonstrar que você o sabe.
Ensinar é lembrar aos outros que eles sabem tanto quanto você.
Somos todos aprendizes, fazedores, professores.
Você ensina  melhor o que mais precisa aprender”.
Grande verdade!
E o que mais me salta aos olhos nesta questão dos Messias do cotidiano, falhos e divinos, é a necessidade que as pessoas têm de coloca-los em um patamar “supostamente” acima, para, a seguir, tentar derrubá-lo do pedestal onde ele não se colocou.
Eu, que já senti na pela várias vezes em diversos níveis, por tentar ensinar, e que já vi pessoas tão mais capacitadas serem impedidas por este comportamento vândalo do aprendiz, chamo a este comportamento de “Síndrome do Messias Crucificável”.
O mecanismo é simples: os Mestres do cotidiano costumam lembrar, em seus atos e palavras, serem iguais, falhos e si8mples, mas mesmo assim terem algo a ensinar...
Entretanto, as pessoas, discípulos, tendem a colocá-los primeiramente em um andar superior.
Se o ensinamento for divino, basta promovermos nossos Mestres a este nível acima.
Assim, ele está no Alto, é visto como um “iluminado” ainda que negue. Podemos, assim, ter uma atitude passiva perante eles. Vamos ao Instituto, à montanha, ao centro, à sinagoga, à palestra, à lista de discussão, à igreja ou ao ashram para ouvi-los, e saímos de lá os elogiando. Sem tirar nosso “traseiro” da cadeira.
Assim os vemos:
O grande médium do centro, intocável e divino (mas que come arroz com feijão e defeca como qualquer vivente).
O grande espiritualista, autor de livro, astrólogo iluminado, iogue, proprietário de lista na internet, projetor astral, músico, qualquer coisa – elevamos quem tem algo a nos passar a um patamar inatingível para um ser humano, e que só existe em nossa expectativa – e imaginação.
No primeiro momento, fazemos vistas grossas aos seus naturais defeitos e exageramos suas qualidades. Preferencialmente as atribuímos a “dons” para esquecermos do esforço que o Mestre fez para ter e ser, esforço este que também poderíamos fazer.
Então, é só esperar suas sábias palavras, suas análises astrológicas, seus livros, seus ensinamentos, seus evangelhos – sempre distantes de nós – como quem recebe um bálsamo. Pobre Mestre.
Neste momento, ele foi transformado no divino, e como tal será cobrado, apenas pela covardia acomodada do discípulo em atuar.
Colocamos Jesus e Krishna – dois homens de seu tempo, legando um exemplo de espiritualidade atuante que poderia ser seguido pelos comuns – em um patamar inatingível. Criamos mitos e os transformamos em nosso porto seguro. Passam a ser o mais perto de Deus, encarnações divinas, os que recebem (todas) nossas orações e mantras.
Ousaram nos ensinar, vivendo inseridos em seu tempo e sociedade, mas preferimos ignorar seu exemplo, esquecer-nos de suas mulheres e filhos, de seus erros e acertos, e os transformamos em “Os iluminados”.
E séculos ou milênios depois, ainda ignoramos (por conveniência) que eles sempre nos diziam ser como nós. Ou que éramos nós como eles,, e que podíamos fazer tudo que eles faziam, também.
Rimos, internamente, preferindo atribuir estas advertências à humildade. Destes Mestres, fingindo que não entendemos o recado de que o mestre não era “iluminado”, ele BUSCAVA E FAZIA sua própria luz, trilhando um caminho que também podíamos seguir.
Não notamos sequer que, para fazer a diferença de sua iluminação para a nossa mediocridade, eles apenas ensinavam – e costumavam TENTAR fazer o correto. Coisa que normalmente nós não queremos.
Oxalá fosse apenas com Krishna e Jesus. Mas, infelizmente fazemos o mesmo com os Mestres do dia-a-dia. Até bem pior.
Jesus e Krishna tinham seu preparo. Mas talvez o Mestre Padeiro, o Mestre Feirante, o Mestre Colega de Trabalho que sabe mais sobre o negócio, o Mestre Escritor de Livro, o Mestre Bom Médium, o Mestre Autor de mensagens longas na internet, o Mestre Excelente Astrólogo, o Mestre Palestrante, o Mestre Amigo, e tantos outros, simplesmente não têm a mesma resistência que um grande avatar. Nem  o mesmo grau de perfeição. Mas nem por isso deixaram de ter EXCELENTES mensagens para nos ensinar. Se tivermos ouvidos para escutar.
Porém, humanos ou “divinos”, nós o colocamos primeiramente lá em cima.
Assim podemos ir a eles apenas quando nos convém, como eternos pedintes. Como se fôssemos mendigos conscienciais! E se eles assumem, de algum modo, sua mestria – ainda que em um contexto – jogamos em suas costas a NOSSA exigência de que sejam perfeitos, já que OUSARAM tentar nos ensinar qualquer coisa para que crescêssemos.
É um grande mecanismo de defesa e comodismo: chegamos com as mãos estiradas. E ao mesmo tempo, sempre desconfiados, procuramos um motivo para CRUCIFICA-LOS.
Não é surpresa. Afinal é o que sempre fizemos com os Messias. Flechamos até mesmo um Krishna, crucificamos até mesmo um Jesus.
Porque não faríamos pior com nossos inúmeros mestres imperfeitos do dia-a-dia?
Do mesmo modo, os mestres cotidianos também nos disseram, até com atitudes, que somos iguais. Mas nós, fascinados, tentamos elevá-los a algo mais do que poderiam suportar ser, e atribuímos sua recusa à sua “humildade” e “evolução”.
Repetindo o erro, para continuarmos FUINGINDO NÃO ENTENDER que todos são Mestres, Irmãos, Deuses e Demônios.
Que são simplesmente HUMANOS, que por mais erros que tenham, SEMPRE terão uma porção divina, uma capacidade de amar e algo a ensinar.
Que navegam, todos eles, mestres ou não, pelas mesmas águas do Universo, a bordo do mesmo barco azul chamado Terra. É uma atmosfera coletiva, em UMA SÓ evolução.
Com individualidade, mas também como alma-grupo, com um inconsciente coletivo, células de Gaya, precisando todos uns da evolução dos outros, para termos também maior facilidade de crescimento.
Neste momento, surdos por conveniência, preferimos transformar nossos gurus em semi-deuses, distanciando-os o suficiente para que possamos jogar nossas pedras sem que eles saibam de onde vêm.
Exigimos nesta hora, mais e mais deles – e, pelo mesmo mecanismo, menos de nos.
Compensação as avessas; afinal, desta forma, nos auto-desculpamos por não termos nascido tão iluminados assim.
Não temos “os dons” – iremos dizer. Como se o CRIADOR tivesse predileções e distribuísse injustamente seus talentos, pessoalmente, provavelmente para nos injustiçar, ou dar um álibi para nossa inércia consciencial.
Em seguida, por mais que tentemos afastá-los, percebemos, por fim, que somos iguais. Uns por ego, outros por compreensão das limitações do objeto de adoração, o fato é que passamos a ver também, em nós, pelo menos o mesmo potencial.
`As vezes, é o próprio mestre quem nos mostra nosso potencial.
Isso se a nossa própria expectativa e adoração (conhecida esotericamente como “babação de ovo”) não desenvolverem nele um negativo excesso de ego que corrompa a mensagem.
Em outros casos, ele nem precisa nos mostrar.
Nós é que buscamos seus erros, obsessivamente, INCAPAZES que somos de nos elevarmos, senão a Jesus e Krishina, PELO MENOS, àquele referencial tão próximo, tão falho e divino.
E como se não fosse o bastante, incapazes também de ajudar aquele Mestre Humano no que quer que seja. E eles na solidão de um planeta onde a maioria foge do compartilhar e/ou privilegia mediocridade, sempre precisam de muito; seja um pão, um sorriso, uma palavra, um ato, um aperto de mão, um beijo, um amigo, um gozo, um outro conhecimento, um livro, um novo discípulo, um fim de semana feliz, uma dica – sempre há o que trocar, aprender, ensinar... E mesmo se não houvesse, sempre haveria uma possibilidade de diminuir um pouco seus fardos, para que pelo menos eles pudessem passar a quem aproveitasse um pouco mais que nós.
Mas NISSO, indevidamente, vemos pieguice. Preferimos, para não crescermos, para não o fazermos crescer – simplesmente encontrar seus erros (e ele os tem), ou suas falhas e tentarmos “trazê-los até nós”. No pior dos sentidos, o de rebaixar.
Se possível, “desmascará-lo”, ou seja, imaginarmos a máscara que ele não tem, e na falta desta para arrancar, tiramos seu próprio escalpo.
Não somos capazes apenas de admitir a nossa teimosia em não domarmos nosso ego, NEM AO MENOS para termos uma postura receptiva para aprendermos e crescermos. E já que um bom egoísta não deixaria passar a oportunidade de crescer, somos, então, piores do que os egoístas inteligentes, ou seja, somos BURROS, mesmo.
E não é o suficiente; precisamos tirar também, dos outros, a oportunidade que tinham de se mirar naquele Mestre – seja Cristo ou Krishna, seja um orientador evolutivo, seja um mestre entre os comuns.
Afinal, se alguém puder ser humano, ter erros, medos, receios, lágrimas (como nós) e mesmo assim puder ser alguém que ALGUM DIA mereceu de nós o respeito (erroneamente) reverente que dedicamos aos Mestres, isso significaria que a diferença entre os mestres que antes idolatramos e depois  desmascaramos (por cometer o pecado de ser igual a nós) e nós mesmo é muito simples.
São coisas como:
- OUSAR ENSINAR
- DAR A CARA A TAPA
- TIRAR O TRASEIRO DA CADEIRA
- ESTAR ABERTO PARA COMPARTILHAR
- TRANSFORMAR O EGO QUE TEM, EM UM “EGO SERVIDOR”
- NÃO SE RECUSAR A CRESCER POR TER AS MESMAS LIMITAÇÕES QUE TEMOS
- NÃO DIXAR DE SER O QUE É PELO QUE AINDA NÃO PODE SER
- TER CORAGEM DE FAZER O QUE DEVE SER FEITO – MESMO SABENDO QUE SERÁ CRUCIFICADO POR ISSO MAIS CEDO OU MAIS TARDE, POR NÃO SER PERFEITO.
E vendo que isso faz sentido, e que até nós, comuns, discernindo, podemos vislumbrar esta triste sina dos Mestres, que limitados somos, assustado concluo então:
-Cristo sabia que morreria e seria traído- Krishna sabia que o destino da guerra fratricida eram as flechas, que seu corpo morreria!
E não me esqueço que o primeiro veio trilhar a experiência humana, repetindo sempre a consciência que tinha de seu destino. E o segundo, ainda assim, preferiu lembrar a Arjuna que nada pode ferir a alma, que é imortal – e que devemos cumprir nosso dever (dharma), mesmo quando incompreendido, mesmo quando cruel.
E ele, neste nível de consciência, é claro que sabia que falava até mesmo de si, e do dharma de ensinar o dharma, a nós, acomodados, prontos para condená-lo também.
E digo mais: se é discernível ao intelecto, isso implica em que em algum nível, consciente ou não, os mestres que chamamos, apedrejando, de chatos, egóicos, pseudo-profetas; os falsos messias, segundo nós, desmascarados, lapidados, crucificados e flechados todos os dias por não serem perfeitos como “gostaríamos”, também sabem disto!
E sabem mais: os mais lúcidos, em seu dharma terreno de ensinar aos colegas do caminho, sempre se souberam imperfeitos. E sabem, também, que não têm a resistência        e a resignação de um grande avatar. E não têm o mesmo canal com o divino, que com certeza deve servir de alento.
Seja quem for que os ataque, não estará sendo nem o primeiro, nem único, nem original. E eles, sabendo, mesmo assim, continuam a nos ensinar, a cumprir seu dharma, a serem amados e odiados, a aprender e ensinar, sob chuva de pedras, flechas e cruzes.
Falíveis sempre – como sempre souberam ser. Mas, mesmo assim, continuando a “ensinar melhor aquilo que mais precisam aprender”.
Afinal, somos todos “aprendizes, fazedores e professores”.
Já pensaram nisso? Pelo menos agora, sim.
Agindo assim, é hipocrisia rezar de joelhos por termos crucificado um Cristo – que tinha preparo para essa missão.
Hipócritas! Dizemo-nos arrependidos (ou mesmo não coniventes com os atos dos romanos e judeus, que podem ter sido nós mesmos antes). E ao sairmos da igreja, após atos de penitência e culpa, jogamos fora a oportunidade que Ele nos dá de repararmos isto, no dia-a-dia, em cada novo Mestre que a vida nos envia, em cada rosto, em cada sorriso, em cada palavra, em cada pessoa.
Hipócritas! Vamos à igreja – ou mais recentemente ao cinema – nos “arrependermos” do que fizemos com Jesus, mas ao encontrarmos um novo preceptor no centro, no instituto, na lista de discussão, confirmamos nossa natureza, matando covardemente quem nem tinha a mesma condição de resistir.
Hipócritas! Isentamo-nos de seguir a mais humana das referências dentre os Grandes Mestres que por aqui passaram. Transformamos o homem em Deus, sua mãe em virgem, sua esposa em prostituta distante, seus pescadores comuns em santos milagreiros de quem compramos indulgências e perdões, apenas para não termos exemplos humanos a seguir. E reclamamos falsamente a Deus, dizendo que não somos perfeitos como Ele.
Hipócritas! Não podemos apenas nos negar a caminhar, mas precisamos também invalidar o crescimento do outro, que atestaria nossa mediocridade. E depois não entendemos como a humanidade expulsa e assassina seus avatares.

Hipócritas! Pedimos um caminho dos comuns. Exigimos uma espiritualidade que pudesse ser trilhada no cotidiano. E quando a encontrarmos e vermos que pessoas como nós podem também ser Mestras, os Mestres que poderíamos e deveríamos nós mesmos ser, repetimos a crucificação, na crítica pelas costas, no ataque destrutivo, na palavra ácida, na minúcia de julgamentos da qual só a mediocridade é capaz, ainda que lamentando o que os “outros” fizeram com Jesus.
Continuamos fabricando Messias, todos os dias. E os crucificando a seguir.
Parece-me muito mais grave. E a vocês?

Om Shanti!
Om Prakashi!
São Paulo, 28 de maio de 2001.
Nota de Wagner Borges: Lázaro Freire é pesquisador, projetor, espiritualista, fundador e moderador da lista “Voadores” da internet – WWW.voadores.com.br
Notas do sânscrito:
1.       Avatar: Emissário Celeste; Canal da Divindade.
2.       Om Shanti – Paz Divina, que é mais do que a PAZ humana, mero intervalo entre duas guerras.
3.       Om Prakash – Luz, ou Brilho Divino – que é mais do que a mera claridade física.
4.       OBS.: A partícula OM (shabda, verbo criador, Fiat lux) dá o caráter divino ao mantra.





13.8.12

O VERDADEIRO UMBANDISTA



O VERDADEIRO UMBANDISTA É UNIVERSALISTA, NÃO NO SENTIDO DE FAZER UMA “GRANDE MISTURA”, MAS NO SENTIDO DE ENTENDER AS MISTURAS E OS VÁRIOS ENTENDIMENTOS QUE SE ENCONTRAM DENTRO DELAS. ASSIM, QUANTO MAIS DISSERMOS QUE SOMOS RELIGIOSOS, MENOS NOS ENCONTRAREMOS PRÓXIMOS DA VERDADE, E SIM CADA VEZ MAIS DISTANTE DELA.
O VERDADEIRO UMBANDISTA NÃO É SÓ RELIGIOSO, É LIGADO ÀS FILOSOFIAS, ÀS CIÊNCIAS E ÀS ARTES, E ANTES DE SER UMBANDISTA É UM “CIDADÃO”. SEPARA O JOIO DO TRIGO, E MESMO ASSIM COM CRITÉRIOS.

10.8.12

O SACERDOTE DE UMBANDA E O SACERDÓCIO UMBANDISTA

O Sacerdote de Umbanda e o Sacerdócio Umbandista

Por Rubens Saraceni
Observando a forma como surgem os centros de Umbanda e conversando com muitas pessoas que dirigem seus centros, cheguei a algumas conclusões aqui expostas e que, espero, não despertem reações negativas mas sim levem todos à reflexão. Só isto é o que desejo, e nada mais.
Todos os dirigentes com os quais conversei foram unânimes e
m vários pontos:
a) foram solicitados pelos seus guias espirituais para que abrissem suas casas.
b) todos relutaram em assumir responsabilidade tão grande.
c) todos, de início, se sentiam inseguros e não se achavam preparados para tanto.
d) todos só assumiram missão tão espinhosa após seus guias afiançarem-lhes que tinham essa missão e que teriam todo o apoio do astral para levá-la adiante e ajudarem muitas pessoas.
e) todos sentiam então que lhes faltava uma preparação adequada para poderem fazer um bom trabalho como dirigente espiritual.
f) todos confiavam nos seus guias espirituais e no magnífico trabalho que eles realizavam em benefício das pessoas.
g) todos, sem exceção, só levaram adiante tal missão porque acreditaram nos seus guias.
h) todos se sentem gratos aos seus guias por tê-los instruído quando pouco ou quase nada sabiam sobre tantas coisas que compõem o exercício da mediunidade e sobre sua missão de dirigir uma tenda de Umbanda.
i) mas todos ainda acham que há algo a ser aprendido e acrescentado ao seu trabalho, mesmo já tendo muitos anos de atividade como dirigente e de já haver formado médiuns que hoje também já montaram e dirigem suas próprias casas.
j) e todos acreditam que sempre é tempo de aprenderem um pouco mais e não têm vergonha de ouvir o que outros dirigentes têm a dizer.
Bem, só com essas observações acima já temos um retrato fiel dos dirigentes umbandistas, e posso afirmar com convicção algumas conclusões a que cheguei:
a) na Umbanda o sacerdócio é uma missão.
b) o sacerdote de Umbanda (a pessoa que deve dirigir um centro e comandar os trabalhos espirituais) não é feito por ninguém; ele já traz desde seu nascimento essa missão.
c) o sacerdote de Umbanda invariavelmente é escolhido pela espiritualidade.
d) só consegue dirigir uma tenda quem traz essa missão pois esta também é dos guias espirituais.
e) mesmo não se sentindo preparado para tão digno trabalho, no entanto, a maioria crê nos seus guias e leva adiante sua incumbência.
f) mesmo não sabendo muito sobre como dirigir uma tenda os guias suprem essa nossa deficiência e vão nos ensinando coisas muito práticas que, com o passar dos anos, se tornam um riquíssimo aprendizado.
g) todos gostariam de se preparar melhor para o exercício sacerdotal, ainda que já sejam ótimos dirigentes espirituais.
h) todos lêem muito sobre a Umbanda e procuram nas leituras informações que os auxiliem no seu sacerdócio.
i) muitos fazem vários cursos holísticos para expandirem seus horizontes e a compreensão do que lhe foi reservado pela espiritualidade.
j) todos gostariam de ter alguém (uma escola, uma federação, uma pessoa) que pudesse responder certas dúvidas que vão surgindo no decorrer do exercício da sua missão.
Bem, o que deduzi é que ninguém faz um dirigente espiritual porque só o é ou só o será quem receber essa missão dos seus guias espirituais.
Mas, se assim é na Umbanda, no entanto o exercício do sacerdócio pode ser organizado, graduado e direcionado por uma “escola”, e isto facilita muito porque traz confiança e orientações fundamentais ao dirigente espiritual.
Devíamos ter na Umbanda mais escolas preparatórias tradicionais que auxiliassem as pessoas que trazem essa missão, tornando mais fácil as coisas para elas.
E, lamentavelmente, além de só termos alguns cursos voltados para esse campo, ainda assim quem ousou montá-los é injustamente acusado de charlatão, embusteiro, aproveitador e outros termos pejorativos.
Eu mesmo, só porque montei um “colégio” sob orientação espiritual e só porque psicografei algumas dezenas de livros de Umbanda (muitos ainda não publicados) já sofri todo tipo de discriminação, de calúnia, de ofensas e de acusações que espero que cessem, pois os umbandistas acabarão por entender que todas as religiões têm escolas preparatórias dos seus sacerdotes.
Só assim, com todos aprendendo as mesmas diretrizes e doutrina umbandista, a nossa religião conseguirá organizar-se e expurgar do seu meio os espertalhões que têm feito coisas condenáveis e cujos atos têm refletido negativamente sobre o trabalho sério de todos os verdadeiros umbandistas.

O texto acima faz parte do livro Tratado Geral de Umbanda / Rubens Saraceni / Ed. Madras e foi publicado na edição de Julho do Jornal de Umbanda Sagrada
Alexandre Cumino Medium
Marina Beatriz Nagel

ESPIRITUALIDADE - ORGULHO - VAIDADE

Um assento ao fundo da Coluna do Norte

Só me lembrava daquela forte dor no peito. Como viera eu parar aqui?

O ambiente me era familiar. Já estivera aqui, mas quando?

Caminhava sem rumo. Pessoas desconhecidas passavam por mim. Contudo, não tinha coragem da aborda-las. Mas espere, que grupo seria aquele unido e de terno preto? Lógico ! Não estariam indo e vindo de um enterro; hoje em dia é tão comum pessoas irem ao velório com roupa preta.

É claro, são Irmãos. Aproximei-me do grupo.

Ao me verem chegar interromperam a conversa. Discretamente executei o Sinal de Aprendiz, obtendo de imediato a resposta. Identifiquei-me. Perguntei ansioso o que estava acontecendo comigo.

Respondera-me com muito cuidado e fraternalmente. Havia desencarnado. Fiquei assustado; e a minha família, os meus amigos, como estavam?

- Estão bem não se preocupe; no devido tempo você os verá, responderam.

Ainda assustado, indaguei os motivos de suas vestes.

- Estamos nos encaminhando ao nosso Templo Maçônico, foi a resposta.

- Templo Maçônico, vocês tem um?

- Sim , claro.

Por que não?

Senti-me mais à vontade, afinal de contas sou um Grande Inspetor Geral da Ordem e com certeza receberei as honras devidas ao meu elevado Grau. Pedi para acompanha-los, no que fui atendido.

Ao fim da pequena caminhada, divisei o templo. Confesso que fiquei abismado. Sua imponência era enorme. As Colunas do pórtico, majestosas. Nunca vira nada igual. Imaginei como deveria ser seu interior e como me sentiria tomando parte nos trabalhos. Caminhamos em silêncio. Ao chegar ao salão de entrada verifiquei grupo de Irmãos conversando animadamente, porém em tom respeitoso.

O que parecia o Líder do grupo que acompanhava chamou a um Irmão que estava adiante.

- Irmão Experto: Acompanhai o Irmão recém-chegado e com ele aguarde.

Não entendi bem. Afinal, tendo mostrado meus documentos, esperava, no mínimo, uma recepção mais calorosa. Talvez estejam preparando uma surpresa à minha entrada; para o grau 33 não se poderia esperar nada diferente. Verifiquei que os Irmãos formavam o corteja para a entrada ao Templo. A distância, não pude ouvir o que diziam, contudo, uma luminosidade esplendorosa cercou a todos.

Adentraram silenciosamente no Templo.

Comigo ficou o Irmão Experto. De tanta emoção não conseguia dizer nada. O Tempo passou ....... não pude medir quanto. A porta do

Templo se entreabriu e o Irmão M.:.C.: encaminhando-se a mim comunicou que seria recebido. Ajeitei o paletó, estufei o peito, verifiquei se minhas comendasnão estavam desleixadas e caminhei com ele. Tremia um pouco, mas quem não o faria em tal circunstância?

Respirei fundo e adentrei ritualisticamente ao Templo. Estranho ...... Esperava encontrar luxuosidade esplendorosa, muito ouro e riquezas.

Verifiquei rapidamente, no entanto, uma simplicidade muito grande. Uma luz brilhante, vindo não sei de onde iluminava o ambiente.

Cumprimentei o Venerável Mestre e os Vigilantes na forma do ritual. Ninguém se levantou à minha entrada. Mantinham-se calados e respeitosos. Não sabia o que fazer... Aguardava ordens .... e elas

vinham na voz firme do Venerável:

- S.:M..:?

Reconhecendo a necessidade do Telhamento em tais circunstâncias, aceitei respondê-lo:

- M..: I.:.C.:T.:M.:R.:

Aguardei, seguro, a pergunta seguinte. Em seu lugar o V.:.M.:. dirigindo-se aos presentes, perguntou?

- Os Irmãos aqui presentes, o reconhecem como Maçom?

Assustei-me. O que era isso? Por que tal pergunta? - O silêncio foi total. E dirigindo-se à mim, o Venerável emendou :

- Mas caro Irmão visitante, os Irmãos aqui presentes não o reconheceram como Maçom.

- Como não! Disse eu.

- Não vêem minhas insígnias? Não verificaram meus documentos e comendas?

- Sim caro Irmão, retrucou o Venerável. Contudo não basta ter ingressado na Ordem, ter diplomas, insígnias e comendas. Para ser

Maçom é preciso antes de tudo, ter construído o seu Templo Interior, mas verificamos que tal não ocorreu com o Irmão. Observamos ainda que, apesar de ter tido todas as oportunidades de estudo e de ter o maior dos Graus, não absorveu seus ensinamentos. Sua passagem pela Arte Real foi efêmera.

- Como efêmera? Vocês que tudo sabem são observaram minhas atitudes fraternas?

Fui interrompido.

- Irmãos, vejamos então sua defesa.

Automaticamente desenhou-se na parede algo parecido com uma tela imensa de televisão e na imagem reconheci-me junto a um grupo de irmãos tecendo comentários desrespeitosos contra a Administração de minha Loja. Era verdade. Envergonhei-me. Tentei justificar, mas não encontrava argumentos.

Lembrei-me então de minhas ações beneficentes, indaguei-os sobre tal. Mudando a imagem como se trocassem de canal, vi-me colocando a mão vazia no Tronco de Beneficência. Era fato, costumeiramente, o fazia por achar que o óbolo não seria bem usado. Por não ter o que argumentar, calei-me e lágrimas de remorso brotaram-me aos olhos. Decidi a retirar-me cabisbaixo e estanquei ao ouvir a voz autoritária e ao mesmo tempo fraterna do Venerável:

- Meu Irmão. Reconhecemos suas falhas, quando o orbe terrestre e na Maçonaria. Contudo, reconhecemos também, que o Irmão foi iniciado em nossos Augustos Mistérios. Prometemos em suas iniciações protege-lo e o faremos. O Irmão terá a oportunidade de consertar seus erros, afinal todos nós aqui presentes já cometemos um dia. Descanse neste Plano o tempo necessário e, ao voltar à matéria para novas experiências, nós o encaminharemos novamente para a Ordem Maçônica, sua nova caminhada com certeza será mais promissora e útil.

Saí decepcionado, mas estranhamente aliviado. Aquelas palavras parecem ter me tirado um grande peso. Com certeza ali eu desbastara um pedaço de minha pedra Bruta. Acordei, sobressaltado e suando. Meu coração disparado. Levantei-me assustado mas com certa alegria no peito. Havia sonhado?? Dirigi-me ao guarda-roupa.

Meu terno ali estava. Instintivamente retirei do meu paletó as
medalhas, insígnias e comendas, guardando-as numa caixa.


Ainda emocionado e com os olhos molhados de lágrimas dirigi-me à minha mesa, com as mãos trêmulas e cheio de uma alegria envolvente retirei o Ritual de Aprendiz Maçom.

No dia seguinte ao dirigir-me à minha Loja, somente levei o Avental de Aprendiz e humildemente sentei-me ao fundo da Coluna do Norte.

....precisava lapidar minha Pedra Bruta

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