15.5.12

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER e a RELIGIÃO DE UMBANDA


FRANCISCO CÂNDICO XAVIER e a RELIGIÃO DE UMBANDA (Registro)

•Seleções de Umbanda: A seu ver como sente a Umbanda atual?

Chico Xavier: Eu sempre compreendi a Umbanda como uma comunidade de corações profundamente veiculados a caridade com a benção de Jesus Cristo e nesta base eu sempre devotei ao movimento umbandista no Brasil o máximo de respeito e a maior admiração.

•Seleções de Umbanda: Chico, cada religião, traz ou deve trazer algo de verdadeiro que possa contribuir a salvação de seus profientes (o hinduísmo trouxe o dharma para os hindus, o hermetismo a ciência e o poder das forças ocultas, o orfismo é a religião da beleza para os gregos, o cristianismo o amor e assim por diante) o que traz de positivo a Umbanda?

Chico Xavier: A meu ver o movimento de Umbanda no Brasil está igualmente ligado ao Espírito de amor do cristianismo. Sem conhecimento de alicerces umbandísticos para formar uma opinião específica eu prefiro acreditar que todos os umbandistas são também grandes cristãos construindo a grandeza da solidariedade cristã no Brasil para a felicidade do mundo.

•Seleções de Umbanda: O que você acha do mediunismo na Umbanda através de “Caboclos” e “Pretos-Velhos?”.

Chico Xavier: Acredito que o mediunismo no movimento de Umbanda é tão respeitável quanto a mediunidade das instituições kardecistas com uma única diferença que eu faria se tivesse um estudo mais completo de Umbanda; é que seria extremamente importante se a mediunidade recebesse a doutrinação do espírita do evangelho com as explicações de Allan Kardec fosse onde até mesmo noutras faixas religiosas que não fosse a Umbanda. Porque a mediunidade esclarecida pela responsabilidade decorrente dos princípios cristãos é sempre um caminho de interpretação com Jesus de qualquer fenômeno mediúnico.

Cinco horas da manhã do dia 19 de abril de 1976, despedimo-nos de Chico que atendera perto de 2.000 pessoas totalizando assim 18 horas de trabalhos ininterruptos na Comunhão Espírita Cristã de Uberaba.

“Apareçam amanhã para conversarmos mais. Quero saber das novidades da Guanabara”.

Foram as últimas palavras, sempre amáveis que ouvimos do médium espírita Francisco Cândido Xavier. Parte da entrevista concedida à jornalista Alcione Reis, editora da Revista Seleções de Umbanda com a presença do Babalorixá Omolubá, recebido com muito carinho pelo médium espírita.

Presentes na ocasião, entre outros, o Professor Paulo Garrido, presidente da Fraternidade Espírita Bezerra de Menezes.



14.5.12

ESPIRITISMO E UMBANDA

•Como é que os Mentores Espirituais encaram o movimento de Umbanda observado do Espaço?

Ramatis: Evidentemente, sabeis que não há separatividade nem competição entre os Espíritos benfeitores, responsáveis pela espiritualização da humanidade. As dissensões sectaristas, críticas comuns entre adeptos espiritualistas, discussões estéreis e os conflitos religiosos, são frutos da ignorância, inquietude e instabilidade espiritual dos encarnados. Os Mentores Espirituais não se preocupam com a ascendência do Protestantismo sobre o Catolicismo, do Espiritismo sobre a Umbanda, dos Teosofistas sobre os Espíritas, mas lhes interessa desenvolver nos homens o Amor que salva e o Bem que edifica!

Os primeiros bruxuleios de consciência espiritual liquidam as nossas tolas criticas contra os nossos irmãos de outras seitas. Em primeiro lugar, verificamos que não existe qualquer “equívoco” na criação de Deus e, secundariamente, já não temos absoluta certeza de que cultuamos a “melhor” Verdade! Ademais, todas as coisas são exercidas e conhecidas no tempo certo do grau de maturidade espiritual de cada ser, porque o Espírito de Deus permanece inalterável no seio das criaturas e as oriente sempre para objetivos superiores. As lições que o homem recebe continuamente, acima do seu próprio grau espiritual, significam a “nova posição evolutiva”, que ele depois deverá assumir, quando terminar a sua experiência religiosa em curso.

Obviamente, os Mentores Espirituais consideram o movimento de Umbanda uma seqüência ou aspiração religiosa muitíssimo natural e destinada a atender uma fase da graduação espiritual do homem. A Administração Sideral não pretende impor ao Universo uma religião ou doutrina exclusivista, porém, no esquema divino da vida do Espírito eterno, só existe um objetivo irredutível e definitivo – a Amor!

Em conseqüência, ser católico, espírita, protestante, umbandista, teosofista, muçulmano, budista, israelita, hinduísta, iogue, rosacruciano, krisnamurtiano, esoterista ou ateu, não passa de uma experiência transitória em determinada época do curso ascensional do Espírito eterno!

As polêmicas, os conflitos religiosos e doutrinários do mundo, não passam de verdadeira estultícia e ilusão, pois só a ignorância do homem pode levá-lo a combater aquilo que ele “já foi” ou que ainda “há de ser”!

É tão desairoso para o católico combater o protestante, ou o espírita combater o umbandista, como em sentido inverso, pois os homens devem auxiliar-se mutuamente no próprio culto religioso, embora respeitem-se na preferência alheia, segundo o seu grau de entendimento espiritual.

É desonestidade e cabotinismo condenarmos a preferência alheia, em qualquer tributo espiritual da vida humana! Pelo simples fato de um homem detestar limões, isto não lhe dá o direito de reclamar a destruição de todos os limoeiros, nem mesmo exigir que seja feito o enxerto a seu gosto!



8.5.12

A VIDA REAL

A vida é uma única, embora revestindo formas inumeráveis que ela procura manter unidas, dominando com doçura sua resistência. Assim, Ela é a força unificadora que permite às vidas separadas tornarem-se gradualmente conscientes da sua unidade, e trabalhando para desenvolver em cada unidade de consciência a noção que a faz uma com todas as outras, como ele reconhecerá a Unidade e a divindade de sua raiz.

Este é um trecho do Livro "Cristianismo Esotérico" de Annie Besant uma das fundadoras da Sociedade Teosófica. Aquele que tiver "olhos para ver", verá, que a mensagem contida na postagem anterior de Pai Miguel de Xangô sobre  a nossa vida real que é eterna, resultado de nossas infinitas encarnações, é a mesma, só mudam as palavras. Conclusão: "A verdadeira Religião" é única, diferem apenas na maneira como cada "religião" a professa. Axé.

MENSAGEM DE PAI MIGUEL DE XANGÔ


INTRODUÇÃO


Salve Jesus !

Salve os Astros !

Salve a Terra !

Salve a todos vós que me lerdes !



Não pretendo comentar nem criticar a Linha de Umbanda, pois que sou um Guia que ainda trabalha com a parte (Pedra) da Terra. Tenho, porém, a missão de deixar a todos vós que me lerdes, como espírito que vos ama e deseja a vossa compreensão, ensinamentos para melhor vos encaminhardes na Terra, planeta de sofrimentos corpóreos para a elevação do Espírito, afim de chegardes até Jesus, Montanha Miraculosa, Astro Resplandecente, para cuja ascensão é necessário mais do que vós habitualmente fazeis em vossas excursões montanhosas como alpinistas, adoradores entusiastas, caminheiros ou descobridores.

Para chegardes a Jesus é necessário muito mais: caminhadas longas, por caminhos e caminhos, montanhas e montanhas, vales e vales, mares e mares de dores e sorrisos, que em múltiplas encarnações ides deixando como sementes espalhadas pela Terra, para colherdes em cada uma delas os frutos daquilo que houverdes semeado na precedente.

Ninguém mais, meus filhos, somente vos mesmos colhereis aquilo que houverdes plantado, seja boa ou má semente. Por isso a minha intenção é auxiliar-vos no estudo da Linha de Umbanda, ainda tão incompreendida por ser de uma parte da Terra e vossos conhecimentos ainda tão pequenos que não vos permitem interessar-vos uns pelos outros. O fato de ainda não vos encontrardes preparados para compreender os ensinamentos que de tão boa vontade vos trazemos, e a confusão que em torno de nós, Guias, constantemente estabeleceis, por nos esforçarmos em parecer-nos às vezes convosco, materializando-nos junto a vós, é que dão causa à vossa desorientação e consequente deturpação da chamada Linha de Umbanda.



A LINHA DE UMBANDA



Este livro tem por objetivo oferecer uma modesta contribuição ao estudo da Linha de Umbanda, também chamada banda da terra, por se tratar de Espíritos que trabalham com as forças da Natureza, como sejam: Mata, Rio, Pedra e Mar.

Todo aquele que sente a incorporação nos seus músculos, envolvendo-lhes todo o corpo, é considerado aparelho de Umbanda, compreendendo-se que trabalha com forças materializadas, Espíritos esses que não sendo de forças astrais, estão ligados aos planos terrestres. Estes Espíritos estão de acordo com as pessoas mais embrutecidas, menos desenvolvidas espiritualmente, pelo fato de não trabalharem diretamente com os Astros, cujas forças só podem derramar os seus fluídos sobre pessoas que já tenham terminado a parte materializada, conforme ficou dito acima. Assim como é necessário ao aluno iniciar-se no curso primário, passar ao ginasial, para depois ingressar em cursos mais adiantados, quando seu cérebro já se encontra preparado para compreender e assimilar mais facilmente o ensino superior, também se compreende que não seria possível aos médiuns trabalhar diretamente com os Astros, sem passarem primeiramente pelas forças da Natureza.

Todos os médiuns que receberem entidades de trabalhos espiritualizados, como seja : Levitação, Transporte, Direção de trabalhos de Linha Branca de mesa e outros mais, são médiuns que podem receber Caboclos, Índios ou Africanos, por missão especial para com essas linhas, mas já são médiuns que atingiram as Forças Astrais, por haver seu próprio EU cumprido sua missão em diversas encarnações para com a parte materializada da Terra. Compreende-se nestes casos que o médium já terminou seu curso no Espaço através de inúmeras encarnações, podendo assim receber tanto Forças dos Astros, que são Guias de uma percepção mais fértil, como também Guias do plano terrestre animados das melhores intenções.

Chama-se médium, que quer dizer médico da alma, a todos os filhos que veem à Terra; porém, nem todos, apesar de serem médiuns, estão em condições de trabalhar, necessitando para isso de se prepararem convenientemente, assim como aqueles que desejam ser médicos do corpo, os doutores da terra, cumprem um longo curso de aprendizado antes de se entregarem à prática de sua missão.

Pessoas há que estão exercendo a missão de médiuns independentemente de incorporação ou assistência aparente de entidades espirituais, nem tampouco sob as vistas de qualquer organização de trabalhos de mesa ou de Terreiro. Uma boa mãe, um bom cumpridor dos seus deveres, um chefe de grandes empresas, um inventor, o dirigente de uma nação, o padre, a freira, enfim todos os missionários, todos aqueles que praticam boas ações por palavras ou atos, muitas vezes sem estarem filiados a nenhuma religião conhecida na Terra, estão trabalhando como médiuns, transportando forças magnéticas para si e derramando-as sobre os outros.

Aqueles, porem, que tiverem passado por grandes fenômenos físicos e que, depois de haver procurado essa grande classe de incansáveis serviçais humanos que são os médicos da Terra, verificar que os distúrbios continuam apesar de estar bom o seu sangue, experimente fazer uma temporada de grandes concentrações em Centros Espiritualistas, que são os Centros dirigidos por Entidades de planos Astrais. Se, ainda assim nada conseguir, então esteja certo de estar sendo atacado pelas forças vivas da Natureza, das quais só os trabalhos da Linha de Umbanda poderão livrá-lo mais rapidamente, da mesma maneira que só o bisturi é capaz de aliviar prontamente a dolorosa pressão dum tumor.

Não pretendo dizer com isto que ela seja maior, mas apenas que para cada mal o seu remédio. Assim sendo, figuremos o ataque das forças terrestres como uma espécie de tumor espiritual ao qual pouco ou nada adiantará um tratamento demorado de Forças Espirituais, apesar de benéficas em alto grau. O tratamento rápido e eficaz no caso será cortá-lo; e esse serviço é executado pela parte materializada da Linha de Umbanda. As sessões espirituais de mesa podem livrar os filhos da obcedação de forças materializadas, porém o tratamento é mais demorado e nem sempre tão eficaz como nos trabalhos de Umbanda. O esforço despendido neste sentido pode ser comparado ao que teria de ser feito pelo aluno que, sem o curso primário, tentasse ingressar diretamente no de bacharel.

Falamos até agora sobre o médium; passaremos a falar sobre o Aparelho. Aparelho deve ser considerado todo aquele que já vem na encarnação que está vivendo, com a missão de trabalhar com Espíritos mais ou menos elevados, conforme seu próprio desenvolvimento, podendo ser, segundo suas encarnações passadas, um aparelho de mesa, de linha puramente branca que é a Linha Branca de Umbanda, ou outras Linhas que existem, sobre as quais não entraremos em detalhes no presente livro por ser nosso objetivo tratar somente de Umbanda.

Temos o que se chama cavalo , na Linha de Umbanda, termo considerado um tanto bruto para a Terra, aparentemente, mas que para nós Guias é um termo carinhoso, de grande significação, por se tratar de um médium nosso, e que apesar de outros Guias com ele trabalharem, ele pertence, abaixo de Jesus, a nós, que por diversas encarnações o acompanhamos para mais tarde podermos dizer “meu filho” e outros termos significativos de posse. Desta maneira, cavalos são todos os portadores de grande força mediúnica, e assim considerados por todas as forças materializadas, podendo receber Entidades desde a parte da Terra até à falange mais pura e elevada do Himalaia.



SALVE A UMBANDA !



Caminho tortuoso, começo de estrada do qual os filhos retiram as pedras para encontrarem passagem mais livre quando se virem encaminhados noutras linhas mais elevadas ! Sim, meus filhos ! Os chamados filhos de Umbanda são os abridores de suas próprias estradas !

Chama-se terreiro de Umbanda ao local dos trabalhos, por ser onde baixam os Espíritos com a missão de ensinar-vos a manejar as picaretas, as enxadas, etc., Espíritos estes em sua maioria de grande evolução, achando-se por isto preparados para se apresentarem humildes e pacientes, encaminhando-vos com carinho, e as mais das vezes fazendo-se parecer convosco para melhor vos sentirdes em sua presença. Depois que estiverdes encaminhados, isto é, quando já houverdes aberto vossa estrada através do estendal de sofrimentos peculiares ao vosso mundo, quando tiverdes aprendido a dominar e vencer os vossos defeitos, e enriquecido os vossos fluídos como faz o homem do campo com seus músculos, então ireis sendo conduzidos ao caminho da pena, da escrita e da filosofia.

Encontram-se nos terreiros de Umbanda verdadeiros iniciados, grandes trabalhadores, muitos dos quais certas pessoas tentam desviar sob a alegação de serem “grandes” e que por isso não devem estar mais naquele meio. Deveis fechar vossos ouvidos a semelhantes conselhos e caminhar para a frente, recordando-vos que eles são, em grande parte meios de experimentação à vossa decisão e vossa fé. Nós, Espíritos Guias e Condutores, precisamos do vosso concurso para o desempenho de nossa missão na Terra, como a própria Terra precisa de professores para o esclarecimento dos filhos. Caminhai, pois, com decisão e fé, certos de que, servindo aos Guias estareis servindo a Deus !

Ser iniciado em Umbanda é ser chefe de turma; e as turmas não poderiam trabalhar sem um chefe superior. Depois que as estradas estiverem abertas, a Linha de Umbanda desaparecerá na sua missão terrena, prosseguindo seus os trabalhos espirituais relacionados com as Estrelas, o Sol, a Lua e os Astros que banham a Terra de longe, cujos Espíritos já estiveram também na Terra em cumprimento de missão divulgadora dos ensinos da filosofia hindu e outros mais propagados pelo Espiritismo. Segui-os, pois; mas se vos entenderdes melhor com um caboclo, um africano, ou qualquer outra aparência que o Espírito usar para desempenhar sua missão naquele grupo de trabalhos, ouvi-o; e se ouvirdes com fé e lhe seguirdes os ensinamentos, encontrareis a estrada que vos ligará às outras de todas as demais religiões que forem bem interpretadas e sentidas.

Não vos deveis preocupar com os que estão em cima, porque em verdade não há acima nem abaixo; há, apenas, para cada um a missão que veio cumprir; cumpri vós bem a vossa, e sereis tão grandes quanto os Maiores ! O grande pode executar pequenos trabalhos; o pequeno pode executá-los grandes !

Os Umbandistas podem ser comparados na Terra a enormes bandos de trabalhadores de camisa arregaçada, peito nu, descalços, fortes, tostados pelo sol e satisfeitos, apresentando ao Chefe Supremo sua tarefa terminada e sendo pagos como os trabalhadores que se recolhem à noite para descansar após um dia de produtivos labores. Não é menor o homem porque trabalha descalço ! Trabalhai e sentir-vos-eis bem sendo Umbandistas. A estrada é uma só; os atalhos é que são diversos, conduzindo à mesma. Cada religião leva os filhos, seus adeptos, conforme seu grau de desenvolvimento e força de vontade. No alto da Montanha, porém, todas elas se encontram e se confundem numa só, que é a Verdade, a Luz, a Perfeição.

Todos os Espíritos trabalham para o mesmo fim que é caminhar ! caminhar ! Tudo caminha: os Astros, a Terra; nada estaciona. É uma corrida desenfreada, como vos parece em vossos momentos de devaneio, mas temos a certeza donde pisamos, levantando os que caem, orientando-os, tirando-lhes o véu da ilusão. Mesmo os Espíritos obsessores caminham, tropeçam, caem, desviam-vos, levando-vos ao sofrimento, sem contudo vos cansar de tanto sofrerdes. Há em tudo isto uma causa que se explica pela existência de missão entre vós e eles, a qual cumpris pelo sofrimento, vindo mais tarde a constituir com eles uma força protetora que vos auxilia, encaminhando-vos para a verdadeira liberdade espiritual !

Não desanimeis. Resisti. A dor fortalece, encoraja; ela vos conduz às alturas celestiais, transportando-vos para fora da Terra. Os olhos choram, mas vede que as plantas também choram ao receberem o doce orvalho matinal. Não desespereis. A Terra que se abre em vulcões enormes por diversas partes, destruindo vilas e povoações pacatas, necessita dos vossos sofrimentos. Se apresenta às vossas vistas esses maravilhosos conjuntos de beleza que vos inspiram e edificam, rios maravilhosos, rochedos gigantescos, montes e vales cobertos de vegetação robusta, prados e campinas onde florescem lírios e jasmins, e inúmeros outros delicados membros da flora imensa que vos cerca, é porque vós a protegeis e alimentais com vossas dores. No dia em que não mais sofrerdes tereis que desaparecer da face da Terra, porque estará terminada a vossa missão de presidiários neste mundo de sofrimentos, da mesma forma que as cadeias ficarão vazias no dia em que não houver mais criminosos.

Fosse o orvalho ressequido e não seria belo. Os pássaros cantam. Será canto ou choro ? Vós não o sabeis; entretanto vos encantais com seus gorjeios ! O mar grita, debate-se constantemente, e vós o achais Belo !

Quantas vezes já vim à Terra, e quantas ainda terei de vir ver-vos e encaminhar-vos !... Não fico triste por isso; tenho até prazer na minha missão, esperando que um dia nos reunamos todos, sendo todos iguais, onde mestres e discípulos se compreenderão como verdadeiros filhos de Deus. Por enquanto estamos preparando-vos para os exames finais na Terra, de que sois filhos, feitos de matéria densa e alimentados vagamente pelo Espaço, para depois de todos preparados, a Terra poder mostrar seus filhos de Umbanda, - banda da terra – a seu irmão Jesus, o maior médium de Umbanda, e a Deus, Nosso Pai de todas as Forças que fará realizar a ceia, não de doze apóstolos mas uma ceia... com bandos e bandos de apóstolos, de sementes deixadas na Terra cada vez que as Forças Supremas foram enviadas a visitá-la. Sempre que estas forças não conseguem acalmar os filhos da Terra, apelam ao Pai Supremo que é Deus, e então Ele determina a vinda de Jesus, Buda, e outros enviados, para os acalmar com sua palavra e seu exemplo.

Vós sois também chamados, não pelas forças completas da Natureza, porque ainda sois pequenos, mas por partículas de vós mesmos que necessitam de vossos sofrimentos para o seu progresso, assim como o ferro que geme ao fogo, o machado no tronco, o bisturi rasgando podridões, as abelhas nas flores, etc., sacrificados a vós também como os minerais, vegetais e animais alimentando-vos a matéria e nós o vosso Espírito !



Salve, filhos meus !

Salve as Forças Supremas !

Salve todas as religiões !

Salve a Dor !



Extraído do “Livro dos Médiuns de Umbanda” de Hilda Roxo – Ditado por Pai Miguel de Xangô em 1939 – Centro Espírita Estrela Dalva – Publicado em 1943 – Impresso no Jornal do Comércio – Rodrigues & Cia – Rio de Janeiro.

5.5.12

SETAS DA ENCRUZILHADA

Colocamos setas nas encruzilhadas da vida e do pensamento. As setas que encontramos à beira das nossas estradas têm função dupla: 1) de serem devidamente contempladas pelo viajor, e 2) de serem corajosamente abandonadas. A ponta da flecha indica a direção a seguir; mas o viandante só cumpre a ordem tácita da seta quando a abandona e se distancia dela; pois a missão da seta é ser ultrapassada, e não abraçada.

O sentido da seta é a meta – a meta distante indicada pela seta próxima.

Huberto Rohden



Este texto poderia muito bem ser atribuido ao Caboclo das Sete Encruzilhadas, cujo símbolo é uma Flecha.

4.5.12

ORAÇÃO DO DIRIGENTE UMBANDISTA


Meu Pai,

Ensina-me sobretudo a escutar.

Proteja-me das crenças falsas, do dinheiro fácil

E do sucesso a qualquer preço.

Dai-me paciência para aprender,

Sabedoria para ensinar e disciplina para aceitar

O que for proposto.

Que meu trabalho seja sempre honrado

E nunca me falte prazer em trabalhar.

Ilumine minha trajetória

E que nunca falte dedicação e perseverança

Para tornar realidade meu sonho.

Amém



Adaptada da Oração do Músico

PAI JOÃO DE BENGUELA E O FESTIVAL DE WESAK

Neste dia em que é realizado o Festival de Wesak, anualmente no dia da lua cheia do mês de maio, quero compartilhar com aqueles que sinceramente se entregam ao desenvolvimento espiritual, por conseguinte, isentos de pré-conceitos, a minha experiência deste dia, e principalmente me dirijo aos que são Umbandistas e aqueles que não conhecem verdadeiramente a nossa religião.

Contavam os antigos, que Pai João de Benguela, termo usado por eles, utilizava o “CASCÃO” de um Preto-Velho, para cumprir sua missão na Umbanda.

O Templo de Pai João é composto pelo Terreiro de Umbanda e pela Loja Maçônica.

Na Loja Maçônica, participávamos do Festival de Wesak, com um trabalho determinado por um ritual implantado por Pai João, do qual participavam somente aqueles indicados por Êle.

Não vou aqui tentar explicar o sentimento exercido em nosso espírito por um trabalho deste porte, pois não desenvolvi ainda o dom da escrita.

O Orixá para os Umbandistas e o Santo para os Cristãos que comandava os trabalhos era Ogum ou São Jorge respectivamente.

Para a minha felicidade e consequente responsabilidade, o Caboclo que me assiste, a quem me penitencio diariamente, pois a paciência Dele para comigo é infinita, manifestou-se pela primeira vez neste trabalho.

Torno público pela primeira vez esta história, ou melhor, este fato, para mostrar a todos os irmãos, principalmente aqueles que seguem ou querem conhecer a nossa “Amada Umbanda” a dimensão real de nossa religião, e tenho a certeza que irá ajudar a muitos irmãos, pois se hoje acordei com essa intenção, é porque este desejo vem do outro lado da vida.



Para complementar, coloco abaixo o significado do Festival de Wesak passado ao mundo através de Annie Besant. Em tempo: aconselho aos irmãos que pesquisem no Google, pois graças à tecnologia é só perguntar que o Google responde quem foi essa Grande Mulher. Permitam-me um aparte “sempre as mulheres”.



1 – Os Três Festivais Maiores

A celebração de certos Festivais Maiores, em relação com a Lua e, em certo grau, com o Zodíaco, produzirá um reforço do espírito de invocação, com a consequente chegada das influências evocadas. A verdadeira invocação baseia-se no poder do pensamento e, especificamente, em sua natureza, relação e aspectos telepáticos. O pensamento invocador unificado das multidões e o pensamento enfocado do Novo Grupo de Servidores do Mundo constituem uma corrente ascendente de energia que alcançará, telepaticamente, os Seres Espirituais sensíveis e receptivos a tais impactos. Sua resposta, emitida como Energia Espiritual, alcançará, por sua vez, a humanidade, depois de haver sido reduzida a energia mental, e assim deixará a sua devida marca na mente dos seres humanos, difundindo neles convicção, inspiração e revelação. Isto tem ocorrido em toda a história do desenvolvimento espiritual do mundo, e esse tem sido o mesmo procedimento que nos tem transmitido as Escrituras Sagradas.

A criação de certa uniformidade nos ritos religiosos mundiais ajudará os homens a reforçar o trabalho mútuo e a aumentar poderosamente as correntes mentais dirigidas às expectantes Vidas Espirituais. O cristianismo tem seus grandes festivais, o budismo conserva seus característicos acontecimentos espirituais estabelecidos e o hinduísmo tem outra lista de dias de festa. No mundo futuro, bem organizado, todos os homens e mulheres de tendências espirituais observarão os mesmos dias de festa. Isto trará como resultado a fusão de recursos e esforços espirituais, além de uma simultânea invocação espiritual. A potência disto será evidente.

Permitam-me indicar as possibilidades que oferecem tais acontecimentos espirituais e profetizar a natureza dos futuros Festivais. Haverá três Festivais importantes, cada ano, concentrados em três meses consecutivos, que conduzirão, portanto, a um prolongado esforço espiritual anual, afetando todo o resto do ano. Estes Festivais são:

1 – O Festival da Páscoa. É o Festival do Cristo Vivente Ressuscitado, o Instrutor de toda a humanidade e o Guia da Hierarquia Espiritual. É a expressão do Amor de Deus. Nesse dia será reconhecida a existência e a natureza da Hierarquia Espiritual, que Ele guia e dirige. Este Festival será fixado, anualmente, de acordo com a data da primeira Lua Cheia da primavera (no hemisfério norte). É o grande Festival cristão do ocidente.

2 – O Festival de Wesak. É o Festival de Buda, o Intermediário entre o Centro Espiritual mais elevado, Shamballa, e a Hierarquia. Buda é a expressão da Sabedoria de Deus, a Personificação da Luz e o Indicador do Propósito Divino. Será fixado, anualmente, de acordo com a Lua Cheia de maio, como sucede atualmente. É o grande Festival do Oriente.

3 – O Festival de Boa Vontade. “Dia Mundial de Invocação”. Será o Festival do espírito da humanidade no seu caminho para Deus, buscando adaptar-se à Vontade divina e dedicar-se a expressar corretas relações humanas. Será fixado, anualmente, de acordo com a Lua Cheia de Junho. Nesse dia, será reconhecida a natureza espiritual e divina da humanidade. Neste Festival, Cristo representou a humanidade durante dois mil anos e permaneceu ante a Hierarquia e à vista de Shamballa como o homem-Deus, o Condutor de Seu povo e “o primogênito entre muitos irmãos” (Rom. 8, 29). Todos os anos, Cristo, nesta data, tem repetido, ante a Hierarquia, o último Sermão de Buda. Portanto, será um Festival de invocação e demanda, de decidida aspiração, a fim de poder estabelecer a fraternidade e a unidade humana e espiritual, representando o efeito que produz, na consciência humana, o trabalho realizado por Buda e Cristo.

Estes três Festivais já vêm sendo celebrados em todo o mundo, e embora não estejam relacionados entre si, são parte da Abordagem Espiritual da humanidade. Está se aproximando o momento em que os três Festivais se celebrarão em todo o mundo. Graças a isto se alcançará uma grande unidade espiritual e os efeitos desta grande Aproximação, tão próxima na atualidade, serão equilibrados pela invocação unida de toda a humanidade.