Somos exatamente quem acreditamos ser! Somos os rótulos e o resultado de todas as crenças e de todos os dogmas, que nos escravizam a muitos milhares de anos.
Muitos de nós vivem de forma antinatural, por isso, é tão complicado para que compreendam, as coisas simples que a vida procura mostrar.
Analisemos a nós mesmos quando vivemos nossos momentos mais simples, falo das coisas naturais que fazemos sem perceber... daqueles momentos em que nós somos apenas nós mesmos, sem que tenhamos de mostrar ou provar nada a ninguém.
Nesses momentos em que somos mais naturais, mais simples, mais puros, perante a nós mesmos, a nossa verdade se revela, mas não acreditamos nisso, porque achamos que são momentos sem importância e que não contam. Mas é nesses nossos momentos mais naturais, que acessamos a Verdade Divina que há em nós. Porém, não temos consciência disso, pois vemos esses momentos como sendo banais, que não significam nada, porque aprendemos a tornar nossos pensamentos muito elaborados, nas conceituações a respeito do que é certo e errado.
E é por essa razão que, quando estamos desenvolvendo nossa consciência espiritual, precisamos olhar apenas para dentro de nós mesmos, a nos observar um pouco mais nesses momentos em que somos naturais, uma vez que a base de nossa personalidade enquanto encarnados, é cheia de pressões contínuas, de muitas exigências, manipulações e competições.
Para reaprender quem realmente somos, precisamos desaprender quem não somos. Precisamos definitivamente compreender que não somos seres humanos e sim Espíritos de Luz, que por merecimento aqui estamos mais uma vez, num momento tão importante de nossas vidas e do próprio planeta que nos abriga, tendo mais uma experiência de vida num veículo físico, para provarmos a nós mesmos que estamos crescendo.
Eliminemos nossas crises existenciais, pois não viemos aqui para criar nada, para construir nada, a não ser uma base sólida para a nossa personalidade, pois, nós sempre tivemos aquilo que sempre buscamos constantemente. Que é a Luz!
Eliminemos esse apego exagerado que sentimos pelo irreal, pelas coisas físicas, que não são compatíveis com nossa Essência de Luz. Até porque no momento de nossa partida desse plano, levaremos apenas aquilo que um dia trouxemos, com os devidos acréscimos. Acréscimos esses bons ou não!
Muita Paz e muita Luz!
16.10.10
HUMILDADE PARA APRENDER
Você sabe por quê o mar é tão grande, imenso e poderoso?
Simplesmente porquê teve a humildade de colocar-se alguns centímetros
abaixo de todos os rios.
Sabendo receber, tornou-se grande.
Se quisesse ser o primeiro, centímetros acima de todos os rios, não
seria mar, mas sim uma ilha.
Toda sua água iria para os outros e estaria isolado.
A perda faz parte. A queda faz parte. A morte faz parte.É impossível vivermos satisfatoriamente.
Precisamos aprender a perder, a cair, a errar e a morrer.
Impossível ganhar sem saber perder.Impossível andar sem saber cair.Impossível acertar sem saber errar.Impossível viver sem saber morrer.
Se aprenderes a perder, a cair, a errar, ninguém mais o controlará!
Porque o máximo que poderá acontecer...
a você é cair, errar e perder.E isto você já sabe.
Bem aventurado aquele que já consegue receber com a mesma
Naturalidade o ganho e a perda, o acerto e o erro, o triunfo
e a queda, a vida e a morte...
“Autor desconhecido – se você conhecer o autor, informe-nos,
para que possamos colocar o crédito”
Simplesmente porquê teve a humildade de colocar-se alguns centímetros
abaixo de todos os rios.
Sabendo receber, tornou-se grande.
Se quisesse ser o primeiro, centímetros acima de todos os rios, não
seria mar, mas sim uma ilha.
Toda sua água iria para os outros e estaria isolado.
A perda faz parte. A queda faz parte. A morte faz parte.É impossível vivermos satisfatoriamente.
Precisamos aprender a perder, a cair, a errar e a morrer.
Impossível ganhar sem saber perder.Impossível andar sem saber cair.Impossível acertar sem saber errar.Impossível viver sem saber morrer.
Se aprenderes a perder, a cair, a errar, ninguém mais o controlará!
Porque o máximo que poderá acontecer...
a você é cair, errar e perder.E isto você já sabe.
Bem aventurado aquele que já consegue receber com a mesma
Naturalidade o ganho e a perda, o acerto e o erro, o triunfo
e a queda, a vida e a morte...
“Autor desconhecido – se você conhecer o autor, informe-nos,
para que possamos colocar o crédito”
RECUPERANDO NOSSA MENTE
Estamos no limiar de uma nova vida planetária e, isso para muitos parece uma ilusão, mas essas pessoas se prestarem atenção ao que as circunda, olhando com os olhos do espírito e não com os olhos da carne, notarão que o processo não está por acontecer e sim, está acontecendo agora mesmo. Isso exige de todos nós mais coerência entre nossos pensamentos e sentimentos, pois cada uma de nossas decisões influencia enormemente e de forma imediata a vida planetária.
Nós podemos desintegrar agora mesmo os bloqueios mentais e emocionais que nos limitam a milhares de anos, que são verdadeiras prisões por nós mesmos criadas. Ou, podemos permitir que os nossos algozes, que são exímios manipuladores de energia, completem enfim a sua agenda para a nossa escravização mental, emocional, espiritual e física, podendo cada um de nós no futuro próximo estar sendo controlado por microchips. Isso não é ficção científica... É real e está acontecendo, faltando muito pouco para tornar-se física essa agressão. Esse processo vem se desenrolando a milhares de anos até o nosso momento atual, que está perto da conclusão, isso tudo porque a eles entregamos nossa mente e nossa responsabilidade.
Nossa pseudo ignorância se traduziu por algum tempo em nossas vidas como sendo felicidade! Foi por esse caminho que optamos seguir, por ser mais fácil e cômodo, mas chega! Pode ser felicidade não saber que um furacão está vindo, porque nós não teremos nenhuma necessidade de preocupar-nos ou de tomarmos providências. Mas enquanto assim nos iludimos, brincando de não ver, o furacão ainda está vindo para arrasar tudo o que estiver à sua frente. E nós fazemos parte desse tudo. Na medida que ergamos a cabeça e o enfrentemos, o desastre poderá ser evitado, mas, se nos mantivermos em nossa ignorância, essa negação nos deixará fadados a absorver todas as terríveis consequências, porque o furacão virá quando menos esperarmos e quando nós estivermos menos preparados.
Mas, ratificando, ignorância pode trazer felicidade - mas só por algum tempo. Nós criamos nossa própria realidade através dos nossos pensamentos e ações. Para toda ação ou omissão há uma consequência. Quando nós entregamos nossas mentes e nossa responsabilidade nós entregamos nossas vidas. Se muitos de nós fizermos isso, nós entregamos o mundo e isso é precisamente o que nós temos feito ao longo da história humana.
É por isso que poucos sempre controlaram as massas. A única diferença hoje é que poucos estão agora manipulando o planeta inteiro por causa da globalização dos negócios, dos bancos e comunicações. As fundamentações desse controle sempre foram as mesmas: mantenha as pessoas em ignorância, medo e em guerra contra elas mesmas... Divida, governe e conquiste, mantendo o conhecimento mais importante apenas pra você.
Neste ponto AQUELES, que secretamente criam o problema em primeiro lugar, respondem a esta exigência apresentando uma "solução" – o que se traduz por centralização de poder e erosão de liberdade. Se você quer dar mais poder para a polícia, agências de segurança e exército e você quer que o público exija que você faça isso, então assegure que haja mais crime, violência e terrorismo e, então torna-se uma brincadeira de criança alcançar suas metas. Uma vez que as pessoas estão com medo de serem roubadas, assaltadas ou bombardeadas, elas vão exigir que você tome a liberdade delas para as proteger do que foram manipuladas para temer.
As massas são agrupadas e dirigidas por muitas e variadas formas de controle mental e emocional. É o único modo que isto poderia ser feito.
Desde o primeiro dia dizem para você aceitar ordens sem questionar e se alguém com um boné pontudo lhe diz para atirar em alguém que você nunca encontrou e não sabe nada sobre ele, você tem que atirar sem questionar. Esta é a mentalidade do "Sim senhor!". E isto também penetra o mundo não militar. "Bem, eu sei que não está certo, mas o chefe me disse que fizesse isto e eu não tive escolha”. Não teve escolha? Nós sempre temos uma escolha. Nós temos escolhas que gostaríamos e escolhas que não gostaríamos de fazer. Mas sempre temos uma escolha.
A lista de técnicas de manipulação da mente é infinita e acontece a todo momento de forma subliminar. Eles querem nossa mente porque quando eles a têm, eles nos têm. Tenhamos em mente que esses seres que ainda dominam esse planeta tem apenas a força que a eles damos.
Tomemos nossas mentes de volta, AGORA, pensando por nós mesmos e facilitando a todos os que nos circundam fazer o mesmo, sem medo do ridículo ou de condenação pelo crime de ser diferente.
Luz em nossas vidas!
Nós podemos desintegrar agora mesmo os bloqueios mentais e emocionais que nos limitam a milhares de anos, que são verdadeiras prisões por nós mesmos criadas. Ou, podemos permitir que os nossos algozes, que são exímios manipuladores de energia, completem enfim a sua agenda para a nossa escravização mental, emocional, espiritual e física, podendo cada um de nós no futuro próximo estar sendo controlado por microchips. Isso não é ficção científica... É real e está acontecendo, faltando muito pouco para tornar-se física essa agressão. Esse processo vem se desenrolando a milhares de anos até o nosso momento atual, que está perto da conclusão, isso tudo porque a eles entregamos nossa mente e nossa responsabilidade.
Nossa pseudo ignorância se traduziu por algum tempo em nossas vidas como sendo felicidade! Foi por esse caminho que optamos seguir, por ser mais fácil e cômodo, mas chega! Pode ser felicidade não saber que um furacão está vindo, porque nós não teremos nenhuma necessidade de preocupar-nos ou de tomarmos providências. Mas enquanto assim nos iludimos, brincando de não ver, o furacão ainda está vindo para arrasar tudo o que estiver à sua frente. E nós fazemos parte desse tudo. Na medida que ergamos a cabeça e o enfrentemos, o desastre poderá ser evitado, mas, se nos mantivermos em nossa ignorância, essa negação nos deixará fadados a absorver todas as terríveis consequências, porque o furacão virá quando menos esperarmos e quando nós estivermos menos preparados.
Mas, ratificando, ignorância pode trazer felicidade - mas só por algum tempo. Nós criamos nossa própria realidade através dos nossos pensamentos e ações. Para toda ação ou omissão há uma consequência. Quando nós entregamos nossas mentes e nossa responsabilidade nós entregamos nossas vidas. Se muitos de nós fizermos isso, nós entregamos o mundo e isso é precisamente o que nós temos feito ao longo da história humana.
É por isso que poucos sempre controlaram as massas. A única diferença hoje é que poucos estão agora manipulando o planeta inteiro por causa da globalização dos negócios, dos bancos e comunicações. As fundamentações desse controle sempre foram as mesmas: mantenha as pessoas em ignorância, medo e em guerra contra elas mesmas... Divida, governe e conquiste, mantendo o conhecimento mais importante apenas pra você.
Neste ponto AQUELES, que secretamente criam o problema em primeiro lugar, respondem a esta exigência apresentando uma "solução" – o que se traduz por centralização de poder e erosão de liberdade. Se você quer dar mais poder para a polícia, agências de segurança e exército e você quer que o público exija que você faça isso, então assegure que haja mais crime, violência e terrorismo e, então torna-se uma brincadeira de criança alcançar suas metas. Uma vez que as pessoas estão com medo de serem roubadas, assaltadas ou bombardeadas, elas vão exigir que você tome a liberdade delas para as proteger do que foram manipuladas para temer.
As massas são agrupadas e dirigidas por muitas e variadas formas de controle mental e emocional. É o único modo que isto poderia ser feito.
Desde o primeiro dia dizem para você aceitar ordens sem questionar e se alguém com um boné pontudo lhe diz para atirar em alguém que você nunca encontrou e não sabe nada sobre ele, você tem que atirar sem questionar. Esta é a mentalidade do "Sim senhor!". E isto também penetra o mundo não militar. "Bem, eu sei que não está certo, mas o chefe me disse que fizesse isto e eu não tive escolha”. Não teve escolha? Nós sempre temos uma escolha. Nós temos escolhas que gostaríamos e escolhas que não gostaríamos de fazer. Mas sempre temos uma escolha.
A lista de técnicas de manipulação da mente é infinita e acontece a todo momento de forma subliminar. Eles querem nossa mente porque quando eles a têm, eles nos têm. Tenhamos em mente que esses seres que ainda dominam esse planeta tem apenas a força que a eles damos.
Tomemos nossas mentes de volta, AGORA, pensando por nós mesmos e facilitando a todos os que nos circundam fazer o mesmo, sem medo do ridículo ou de condenação pelo crime de ser diferente.
Luz em nossas vidas!
CRENÇA - FÉ
A crença é algo que mata o entendimento, pois parte do desejo de que algo seja verdade; é construída sobre idéias preconcebidas e julgamentos; a crença permite que a mente se abra somente ao que encaixa no seu modelo.
A fé, por outro lado, é um mergulho no desconhecido, mas que mantém nossa mente aberta, entendendo que a atitude correta é deixar-nos ir. A fé pode não ser o caminho mais cômodo e seguro, mas, indiscutivelmente é o caminho correto. A crença prende; a fé liberta.
A verdade que tanto perseguimos jamais poderá ser encontrada através da crença, mas sim, unicamente, através da simplicidade da fé.
A fé é o nosso ponto de partida, mas muitos de nós, porém, a abandona ao longo do caminho, em troca da adesão férrea a uma ou crença.
Mas é impossível desvendar o grande mistério da vida somente através das crenças, sejam elas quais forem e por melhores que elas sejam, pelo fato de só podermos crer naquilo que já conhecemos. A verdade que tanto perseguimos, vai além da nossa imaginação, pois ela preexiste à essa vida. Nada do que possamos imaginar será capaz de captar a enormidade, a glória e a dimensão da verdade que perseguimos.
O único caminho para atingirmos nosso grande objetivo é mantermos nossa fé de forma inabalável, nossa mente inteiramente aberta e nosso coração igualmente aberto a tudo que nosso Eu Superior e o Plano Superior nos intuir.
Muito mais que nos prendermos a qualquer crença, mantenhamos a fé em nós mesmos e tenhamos em mente que não precisamos mais ficar pedindo ajuda, a quem quer seja, pois temos muito mais poder do que possamos imaginar.
Na verdade, quando pedimos nos enfraquecemos, pois não nos sentimos merecedores daquilo que precisamos. Somos filhos de Deus perfeitos e, já que somos perfeitos, temos é de determinar o que queremos, pois é essa a linguagem que o Universo compreende.
Paremos então de pedir! Não demos nosso poder a mais ninguém! E, se não conseguirmos viver sem crença, creiamos firmemente em nosso Espírito, pois é ele o nosso elo com Deus.
Muita Paz e muita Luz!
A fé, por outro lado, é um mergulho no desconhecido, mas que mantém nossa mente aberta, entendendo que a atitude correta é deixar-nos ir. A fé pode não ser o caminho mais cômodo e seguro, mas, indiscutivelmente é o caminho correto. A crença prende; a fé liberta.
A verdade que tanto perseguimos jamais poderá ser encontrada através da crença, mas sim, unicamente, através da simplicidade da fé.
A fé é o nosso ponto de partida, mas muitos de nós, porém, a abandona ao longo do caminho, em troca da adesão férrea a uma ou crença.
Mas é impossível desvendar o grande mistério da vida somente através das crenças, sejam elas quais forem e por melhores que elas sejam, pelo fato de só podermos crer naquilo que já conhecemos. A verdade que tanto perseguimos, vai além da nossa imaginação, pois ela preexiste à essa vida. Nada do que possamos imaginar será capaz de captar a enormidade, a glória e a dimensão da verdade que perseguimos.
O único caminho para atingirmos nosso grande objetivo é mantermos nossa fé de forma inabalável, nossa mente inteiramente aberta e nosso coração igualmente aberto a tudo que nosso Eu Superior e o Plano Superior nos intuir.
Muito mais que nos prendermos a qualquer crença, mantenhamos a fé em nós mesmos e tenhamos em mente que não precisamos mais ficar pedindo ajuda, a quem quer seja, pois temos muito mais poder do que possamos imaginar.
Na verdade, quando pedimos nos enfraquecemos, pois não nos sentimos merecedores daquilo que precisamos. Somos filhos de Deus perfeitos e, já que somos perfeitos, temos é de determinar o que queremos, pois é essa a linguagem que o Universo compreende.
Paremos então de pedir! Não demos nosso poder a mais ninguém! E, se não conseguirmos viver sem crença, creiamos firmemente em nosso Espírito, pois é ele o nosso elo com Deus.
Muita Paz e muita Luz!
12.10.10
DO LIVRO PRIMEIRAS REVELAÇÕES DE UMBANDA - OS "FILHOS" DE UMBANDA
São eles, em grande parte, pretos de África, nagôs, moçambiques, benguelas, zulus, caboclos ribeirinhos, praianos, asiáticos e indígenas, assim se apresentando em sua missão.
Todos procuram o bem, cuja prática lhes é, por princípio, imposta pela Ordem de Umbanda; os trabalhos que executam, estão na alçada de cada um, como é evidente.
O que me é permitido a luz trazer e que o faço mais adiante, se bem que possa aturdir vosso intelecto, necessário se torna para que sejam evitados os embustes e as mistificações (o grande mal em quase toda a prática da espiritualidade, oriundo, quase sempre, da erva daninha que germina nos corações – a vaidade dos que trabalham)
É limitado o número dos espíritos que têm, em momentos determinados, a consciência verdadeira e absoluta de sua verdadeira essência, isto é, o abandono de sua tosca roupagem e a contemplação de seus atos do cume de uma montanha; sim, porque sómente desta forma a visão seria ampla.
Esses espíritos – Missionários – são poucos; a eles se refere, como melhor podeis compreender agora, aquilo que muitas vezes se diz:
“Salve o segredo do Ente invisível”
Os que assim procedem são os que, em momentos determinados, podem ter seu explendor nas altitudes onde paira sua verdadeira essência, sua forma de espírito conciente; o que posso vos dizer e reafirmar, é que são eles em número reduzido e que, na maioria, são trabalhadores que manipulam as forças mágicas do Astral, revestindo-se deste ou daquel”outro cascão na afanosa luta que lhes é dado manter para cumprimento das missões; nesta roupagem não são distinguidos pelos materiais, que os julgam, muitas vezes, um elemento de fim de linha; sua evolução só é conhecida destes quando, ao lado de uma outra entidade também evoluída, ouve-se dizerem-se – “Salve o seu segredo –“
- Ao ingressar na Grande Ordem de Umbanda (no Astral), o Ente é revestido pelo seu envólucro e assim permanece durante longo tempo, até que seja permitida sua libertação desse estado, que por si só não pode modificar; isso só se dará quando seu espírito atingir certo grau de elevação, não tendo, durante esse longo tempo, nenhum segredo – ele é o que se apresenta.
Quando lhe é permitido o abandono do envólucro, passa o Filho (Ente) por um período de aprendizagem para o seu espírito e depois sobe atravez dos planos, que libertam-no de todos os resquícios materiais que possa ter; isso se dá porque, na sua passagem pelos planos, as larvas e demais fórmas dele eliminam toda a matéria de que está revestido.
Daí por diante será ele conciente, seu todo é essência e, numa descida junto a vós, obrigado é ao uso do envólucro, para que limitada seja a sua forma, dando-lhe a aparência de um ser de carne, com peso relativo para que chegue ao pesado plano da terra; aí sim, possue o que em Umbanda se denomina – segredo de um Ente.
Esses são, na totalidade, missionários, mas apresentam-se sem qualquer diferença de outros seres que iniciam sua evolução, no que se refere a roupagem; assim melhor podem exercer sua nobre tarefa, embora se lhes pese bastante a permanência no baixo plano Astral, junto á Terra.
Tudo obra prodigiosa do Pai – a natureza é sua creação e a manifestação da espiritualidade é a revelação do grande poder de Deus.
Todos procuram o bem, cuja prática lhes é, por princípio, imposta pela Ordem de Umbanda; os trabalhos que executam, estão na alçada de cada um, como é evidente.
O que me é permitido a luz trazer e que o faço mais adiante, se bem que possa aturdir vosso intelecto, necessário se torna para que sejam evitados os embustes e as mistificações (o grande mal em quase toda a prática da espiritualidade, oriundo, quase sempre, da erva daninha que germina nos corações – a vaidade dos que trabalham)
É limitado o número dos espíritos que têm, em momentos determinados, a consciência verdadeira e absoluta de sua verdadeira essência, isto é, o abandono de sua tosca roupagem e a contemplação de seus atos do cume de uma montanha; sim, porque sómente desta forma a visão seria ampla.
Esses espíritos – Missionários – são poucos; a eles se refere, como melhor podeis compreender agora, aquilo que muitas vezes se diz:
“Salve o segredo do Ente invisível”
Os que assim procedem são os que, em momentos determinados, podem ter seu explendor nas altitudes onde paira sua verdadeira essência, sua forma de espírito conciente; o que posso vos dizer e reafirmar, é que são eles em número reduzido e que, na maioria, são trabalhadores que manipulam as forças mágicas do Astral, revestindo-se deste ou daquel”outro cascão na afanosa luta que lhes é dado manter para cumprimento das missões; nesta roupagem não são distinguidos pelos materiais, que os julgam, muitas vezes, um elemento de fim de linha; sua evolução só é conhecida destes quando, ao lado de uma outra entidade também evoluída, ouve-se dizerem-se – “Salve o seu segredo –“
- Ao ingressar na Grande Ordem de Umbanda (no Astral), o Ente é revestido pelo seu envólucro e assim permanece durante longo tempo, até que seja permitida sua libertação desse estado, que por si só não pode modificar; isso só se dará quando seu espírito atingir certo grau de elevação, não tendo, durante esse longo tempo, nenhum segredo – ele é o que se apresenta.
Quando lhe é permitido o abandono do envólucro, passa o Filho (Ente) por um período de aprendizagem para o seu espírito e depois sobe atravez dos planos, que libertam-no de todos os resquícios materiais que possa ter; isso se dá porque, na sua passagem pelos planos, as larvas e demais fórmas dele eliminam toda a matéria de que está revestido.
Daí por diante será ele conciente, seu todo é essência e, numa descida junto a vós, obrigado é ao uso do envólucro, para que limitada seja a sua forma, dando-lhe a aparência de um ser de carne, com peso relativo para que chegue ao pesado plano da terra; aí sim, possue o que em Umbanda se denomina – segredo de um Ente.
Esses são, na totalidade, missionários, mas apresentam-se sem qualquer diferença de outros seres que iniciam sua evolução, no que se refere a roupagem; assim melhor podem exercer sua nobre tarefa, embora se lhes pese bastante a permanência no baixo plano Astral, junto á Terra.
Tudo obra prodigiosa do Pai – a natureza é sua creação e a manifestação da espiritualidade é a revelação do grande poder de Deus.
DO LIVRO PRIMEIRAS REVELAÇÕES DE UMBANDA - COMO AGE UMBANDA
Embora Umbanda trabalhe organizada em sete núcleos auxiliados pelas demais Linhas Independentes, tudo o que se processa em seu seio está em harmonia e em uníssono. Para melhor alcançar o objetivo visado, achou por bem a Sabedoria assim proceder, dividindo a Umbanda – a grande Lei de Justiça e de Verdade – em linhas, unicamente para melhor aproveitar as tendências que apresentam as creaturas, dando a cada fruto o sabor da árvore que o gerou, que o produziu.
Bem é de ver que, se trabalhar uma Sub-linha da Cruz das Almas, terão que estar seus fundamentos em concordância com a Linha base e com as outras linhas dela dependentes, para que não se quebre o equilíbrio da Umbanda; mesmo no lado oposto da Umbanda, nas hordas da Quimbanda, os seres procuram manter nítido e perfeito todos os seus pontos de força, muito embora limitados sejam os seres “conscientes-maldosos” que trabalham; limitados sim, porque os demais elementos que seguem inconscientes e incapazes de manejar as forças, acham-se dominados pelos conscientes que os dirigem e os chefiam. Como chefes, modelam a fórma dos seus subordinados, adaptam-lhes envólucros mais resistentes do que os que possuem, tornando-os assim mais subordinados e capazes de agir nas baixas esferas; nesse estado as práticas do mal os seduz e chegam a perder até a sua fórma primitiva, apresentando-se, muitos deles, agigantados como horríveis larvas, que apavoram os seres que desconhecem as forças da magia. É bem de ver que as creaturas da matéria, que favorecem o contacto desses elementos dando-lhes fluidos para manutenção de seu aspecto, estão irremediavelmente perdidas se os trabalhadores de Umbanda não intervêm.
Aí é que trabalha Umbanda, que se movimenta toda sua organização e no Astral, nas camadas densas, dão-se verdadeiras batalhas.
Os afeitos ao mal apóiam-se nos que estão em igualdade de forma, de pensamento, de Aura; apóiam-se também nas creaturas do Astral – os elementares.
Umbanda consegue nos Terreiros sua maior firmeza e aí apóia-se para a luta próximo da matéria; tudo é feito rapidamente, pois tem que ser limitada a ação dos seus componentes.
Agir em distancia, em meio extranho, difícil é, mas da verdade do Creador temos que o bem, o amor, a justiça e a caridade são superiores para vencer as trevas, a maldade, a profanação do Santo Nome.
Umbanda na sua missão grandiosa, entroza-se por todas as linhas do mal, fazendo ali estancar a dor e o sofrimento e tirando dessa senda os que se fazem merecedores da graça do Pai; verdadeira luta e sacrifício a que só o Grande Espírito poderia forças dar.
Das lutas, impávido e invencível, surge o Cavaleiro de Ogum, visando o bem e o direito; diante de tão nobre guerreiro, reto e impoluto ser que trabalha na seara do Pai no cumprimento de sua missão, o próprio mal, o próprio espírito das trevas “EXU” perturba-se.
Perturbam-se não só esses filhos do mal, como também outros seres do mundo dos desejos.
A verdade e a luz dissipam as trevas.
Ao entrozarem-se os filhos de Umbanda no meio onde agem os seres opostos (Quimbanda), sofrem eles muito com a baixa das suas vibrações e com o reflexo em suas mentes da perversidade desses mesmos seres.
Não posso reproduzir os fatos de fórma bastante compreensível para vós, mas tentarei fazer-vos aquilatar o quanto de dor, de agonia, sentem os mensageiros da luz na sua missão junto as hordas perversas.
A muito não vai que ainda vos chegue a mente e a visão, a horrível, dolorosa e brutal perversidade dos seres da matéria, na ambição incomensurável que os tinge de sangue e luto e aí, então, podereis ver, apreciar e melhor constatar os fatos e, melhor ainda, ligando-os ao mundo dos invisíveis, compreender o porque das cousas e sua origem.
Para tanto já se torna grande a vossa curiosidade e tempo é já que examinemos os fatos.
- Da orientação segura surgiu a seara boa, deslumbrado, o seu obreiro despertou em si o dragão perverso das paixões, dos desejos, da ambição; julgou-se senhor absoluto, capaz de tudo e até do Pai profanou o Santo Nome; ambicioso, mais ainda, confiante nas suas faculdades, nos elementos que havia congregado, procurou por todas as formas, por todos os meios, dominar a tudo e a todos.
Do outro lado ele não podia perceber, em virtude da matéria, seres envoltos em negras roupagens que trabalhavam ativamente para ver seus desejos também realizados; eram seres maldosos que, da forma material, unicamente não possuíam a carne; de intelecto evoluído, engendravam, pela fantasia do espírito, conseguir algo que os colocasse de posse de novos corpos; para tanto, necessário seria atrair elementos da matéria que os ajudasse na realização do seu objetivo.
Organizados em cima, acharam meio propício nos filhos organizados em baixo; seu meio era igual e assim, unidos, poderiam levar avante os seus propósitos.
Trabalhavam ativamente e, para também alcançarem seu fim, os da matéria os obdeciam cegamente.
Dessa forma deu-se o seu grande surto de início. Agiam, trabalhavam os dois princípios em harmonia e cumpria-se mais uma vez, as sábias leis do Grande Pai.
Iniciava-se então o segundo ciclo, uma das fazes mais agudas do Karma evolutivo terreno.
Não poude a ação dos mensageiros da luz interferir para que se amenizassem os corações maldosos, afim de que seguissem o trilha do bem.
Cumpria-se a Lei sábia do Pai.
Os esforços contínuos de todos os abnegados do invisível eram poucos.
No cérebro dos seres da matéria fluía a inspiração, a intuição para os mais perversos atos de acabrunhamento da humanidade. Despertava outra vez o dragão e com suas garras trucidava os que se lançavam a sua frente.
Surgem novas idéias; surgem inventos perversos, para que fossem satisfeitos os intentos maldosos dos materiais e se fortalecesse a organização dos invisíveis.
Assim desafiavam a própria Divindade, muito embora, inconcientes, cumprissem a Lei do Karma.
Da luz surgiu o lírio,
Desabrochou na cruz do sacrifício.
Jesus perpetuou a Verdade Divina
De Deus baixou, Cristo sublime
Aos seus mensageiros enviou
A estrela da perfeição;
A eles a verdade chegou
Em devota afirmação.
Aos opostos aos das trevas,
Branca, pura roupagem deu;
Cavaleiros eram os da terra,
Unidos aos filhos de Deus.
Era a luta do bem contra o mal.
Embora a verdade domine, embora o bem triunfe ao mal, não se podia prontamente extirpar a horrível ameaça dos entes trevosos.
- A natureza auxiliava no conjunto das cousas e a própria onda vibratória do mal extinguia-se suplantada pela irradiações solares que se faziam sentir.
De ousadia sem par era a luta dos mensageiros; fundaram-se ordens com o símbolo da Cruz, chamaram-se Cavaleiros os seus filiados; orientados por entes invisíveis, sequiosos pela ajuda dos da matéria para melhor poderem eliminar os que, organizados em idênticas condições, influíam para a perversidade dos materiais, trabalhavam esses seres arduamente e sem desfalecimentos.
O sangue corria, os homens perdiam o senso das cousas, incapazes de se orientar como verdadeiros entes de raciocínio, dotados do princípio Divino – o espírito. –
Todos seus atos concorriam para aumentar a perversidade; engendravam máquinas terríveis que, embora parecessem fruto de sua mente conciente, lhes era dado conhecer por influência dos cobertos pela roupagem negra. (Espíritos dos Magos do mal (Quimbanda) na matéria e no Astral).
Tal ajuda foi cortada paulatinamente pelos Cavaleiros do bem, embora pequeno fosse seu número, embora escassos os seus recursos; isto foi possível pela devoção de um ser cuja identidade me é vedado revelar. Sabeis quem? Podeis imaginar! – Um abnegado filho do Pai que ameaçado esteve da sua destruição.
Assim tolhida a ação dos que inspiravam o mal, as calamidades do plano térreo declinaram; mesmo as irradiações solares, fortes e salutares em todos os quadrantes, já inundavam todo o planeta.
Não mais venciam os guerreiros do mal e sua espada cedia ao peso da Justiça; no Astral poucos eram os que persistiam na obra visada; seus meios de ação estavam cortados.
Restava ainda o mentor que presidia a Ordem invisível e que orientava a chefe material das calamidades; porém, como tudo tem que existir dentro dos princípios das Leis Divinas, houve o dia do seu abatimento, pelo reconhecimento de uma força maior à qual estava sujeito – a Força Creadora – e assim, na realidade, teve os seus intentos frustrados, só lhe restando o arrependimento pelos erros praticados e a conquista das cousas do espírito, pois da matéria nada mais podia ambicionar.
A CIÊNCIA, OS CONHECIMENTOS EMBORA GRANDES, NÃO PODEM ULTRAPASSAR AOS DA DIVINDADE.
Embora não pudessem prosseguir, não se conformavam os maldosos renitentes com sua dolorosa situação; jamais concebiam que seres tão humildes fossem capazes de destruir e eliminar aquilo que consideravam indestrutível; não podiam penetrar no mistério cujo poder anulava seus esforços, que quebrava a força, que fazia esmorecer elementos tão cultos, tão capazes e persistentes nos seus propósitos.
Na matéria, os que a eles estavam ligados, espesso véo vedava-lhes a visão da ocorrência (Obra do Pai), e assim continuavam confiantes nos que os haviam inspirado e a seu Chefe – Deus em Carne – e mantinham a ele obedientes e submissos.
Os insucessos constantes eram amenizados pelas promessas de verdadeiros milagres que deveriam se operar, devendo tudo estar dependente, unicamente, de boa junção dos Astros e de revelações prodigiosas, capazes de tornar seus conhecedores invulneráveis; mas nada disso se deu, graças aos que humildemente trabalhavam com suas vestes brancas, apanágio dos bons, dos que fazem o amor florir nos corações.
Já se cumpria o Karma e tempo era que assim o fosse; muitos dos mãos já prestavam contas de seus atos ao Pai Supremo.
Nos horizontes dominava o Sol, que forças dava aos Cavaleiros do bem, entes incansáveis que extirpavam todas as garras do inimigo, deixando unicamente seu chefe (o da matéria) para seu maior desespero, para que ele pudesse assim lembrar-se da existência do Ser Onipotente – DEUS -.
É sempre nas horas aflitivas que o ser consciente, que se diz homem, recorda-se do Poder Divino, que necessita e busca a fonte de origem.
Assim, “o grande poderoso dos invisíveis” teve seus comparsas da matéria também aniquilados, não lhe restando mais do que o completo arrependimento e a penitência do seu espírito para receber o que de Justiça lhe coubesse.
E aí cessava o surto dos mãos. Marte saira dos horizontes; extinguiam-se as calamidades da matéria e o sangue começava a estancar.
Cumpria-se os desígnios da Sabedoria Infinita.
Vede meus irmão, não duvideis daquilo que muito é para vossa compreensão. Vede como estão ligados os fatos da vida da matéria com os seres do invisível e que é necessário, para o bem dos encarnados, o conhecimento das cousas do Além, onde reside a verdadeira vida, onde está a causa de tudo que de bom e de mau sucede ao plano térreo.
Umbanda conduz os que trilham sua senda ao conhecimento das verdades do Além; age Umbanda de forma bastante acentuada no plano físico, para mostrar os fundamentos do invisível.
JESUS – FILHO DE DEUS – Irmão no sacrifício, assim também fez em chegando na matéria, para perpetuar os ensinamentos do ESPÍRITO.
Por tudo quanto foi dito podeis um julgamento fazer.
Umbanda não é só um rito grotesco que trabalha em Terreiros; é uma Lei sublime que caminha passo a passo junto aos Karmas das creaturas, do planeta Terra e do próprio Cosmo.
Ela dá ao encarnado forças para que possa levar avante sua missão, cumprindo seu Karma terreno, auxilia-o em todos os momentos, na luta da matéria; trabalha também com denodo para que esses espíritos se elevem, sublimando-se nas virtudes do puro e perfeito, para sua completa felicidade na mansão dos bem-aventurados, na morada que o Justo reserva àqueles que, como verdadeiros filhos obedientes e cumpridores dos seus deveres, a merecem.
É a Lei do Pai na terra para a salvação de seus filhos.
Lei de Justiça e de Verdade – sua grande missão é de anular, opondo-se as práticas daquilo que chamamos Magia Negra (Quimbanda).
Quimbanda meus irmãos, não é só o que se pratica em Magia Negra, mas é tudo quanto entrava e aniquila os bons princípios; Quimbanda é a magia do mal; Quimbanda é uma epidemia terrível que castiga e deprime o vosso ser; Quimbanda é o mal de todas as horas que vos aflige e atormenta; é a causa da luta incessante que tendes na matéria, muitas vezes trazendo-vos em sobressalto e constante desespero, luta que travais para não serdes tragados pelas ondas turbulentas desse mar de iniqüidades.
Assim podeis bem ver a nobre missão de Umbanda – Lei de Justiça a opor-se todo o instante, todo o momento àquilo que é de mal, àquilo que conduz ao desespero e ao sofrimento a vossa matéria e, consequentemente, o vosso espírito.
A muito não vai o que de mal ainda há bem pouco tempo se passou.
MAL – INIQUIDADE – TREVAS.
Não deixa de ser Quimbanda o oposto a tudo quanto é de bem, àquilo que emana do Princípio Divino, fonte creadora – DEUS.
O próprio Messias, que sucedeu aos pregadores dos grandes mistérios (Grandes Mistérios – Ciências Herméticas), embora sendo um Mago da magia mental, foi vítima das maldades da Quimbanda, contra a qual lutou com desassombro e maestria próprios de um Ser Iluminado.
Quando eliminado for tudo que do mal houver, Umbanda por certo será compreendida e praticada por todos os filhos da carne que, assim o fazendo, estarão trabalhando para seu próprio bem, para sua própria felicidade e bem estar, não só da matéria, mas principalmente para o fim a que veio Umbanda na terra – elevação, salvação e glória do Espírito.
Assim, jamais deverá haver dúvidas ou falsas suposições, quando nas hordas do mal forem encontradas espíritos pertencentes as Linhas de Umbanda. Para se eliminar ou melhor, para se derribar árvores inútil seria aparar seus ramos; mais seguro, por certo, seria cortar suas raízes.
É evidente portanto que, para evitar o mal, é necessário chegar a causa que o produza; daí a razão e o motivo da presença dos trabalhadores de Umbanda junto as hordas do mal, onde trabalhando aparentemente de comum acordo com seus irmão maldosos, podem eles, de um modo seguro, cortar as raízes da árvore da Quimbanda.
- Se o que aqui foi dito melhor não vos esclarece, perdoai a quem vos dá estas modestas páginas; se assim for, só vos resta meditar profundamente sobre o assunto,, para que possa à vossa compreensão, o esclarecimento chegar.
No Livro Sagrado, cujos ensinamentos são diretos (de cima para baixo), as verdades ali contidas, para serem devidamente assimiladas, precisam ser interpretadas e meditadas; não extranheis, portanto, que em tão humilde trabalho como este também surjam verdades que, para serem melhor compreendidas, mereçam ser meditadas, visto sua origem ser, igualmente, de cima para baixo.
Tudo revelado, tudo ao alcance da matéria aí está; fazei bom uso dos humildes ensinamentos, e que estes sirvam para orientar os espíritos cançados das lutas contínuas da vida terrena, á conquista da almejada felicidade nos Mundos Superiores, onde tudo á harmonia, luz, perfeição.
Caminhai firmes e confiantes, pois que todas as ovelhas terão de chegar sem falhas ao Aprisco Divino.
Bem é de ver que, se trabalhar uma Sub-linha da Cruz das Almas, terão que estar seus fundamentos em concordância com a Linha base e com as outras linhas dela dependentes, para que não se quebre o equilíbrio da Umbanda; mesmo no lado oposto da Umbanda, nas hordas da Quimbanda, os seres procuram manter nítido e perfeito todos os seus pontos de força, muito embora limitados sejam os seres “conscientes-maldosos” que trabalham; limitados sim, porque os demais elementos que seguem inconscientes e incapazes de manejar as forças, acham-se dominados pelos conscientes que os dirigem e os chefiam. Como chefes, modelam a fórma dos seus subordinados, adaptam-lhes envólucros mais resistentes do que os que possuem, tornando-os assim mais subordinados e capazes de agir nas baixas esferas; nesse estado as práticas do mal os seduz e chegam a perder até a sua fórma primitiva, apresentando-se, muitos deles, agigantados como horríveis larvas, que apavoram os seres que desconhecem as forças da magia. É bem de ver que as creaturas da matéria, que favorecem o contacto desses elementos dando-lhes fluidos para manutenção de seu aspecto, estão irremediavelmente perdidas se os trabalhadores de Umbanda não intervêm.
Aí é que trabalha Umbanda, que se movimenta toda sua organização e no Astral, nas camadas densas, dão-se verdadeiras batalhas.
Os afeitos ao mal apóiam-se nos que estão em igualdade de forma, de pensamento, de Aura; apóiam-se também nas creaturas do Astral – os elementares.
Umbanda consegue nos Terreiros sua maior firmeza e aí apóia-se para a luta próximo da matéria; tudo é feito rapidamente, pois tem que ser limitada a ação dos seus componentes.
Agir em distancia, em meio extranho, difícil é, mas da verdade do Creador temos que o bem, o amor, a justiça e a caridade são superiores para vencer as trevas, a maldade, a profanação do Santo Nome.
Umbanda na sua missão grandiosa, entroza-se por todas as linhas do mal, fazendo ali estancar a dor e o sofrimento e tirando dessa senda os que se fazem merecedores da graça do Pai; verdadeira luta e sacrifício a que só o Grande Espírito poderia forças dar.
Das lutas, impávido e invencível, surge o Cavaleiro de Ogum, visando o bem e o direito; diante de tão nobre guerreiro, reto e impoluto ser que trabalha na seara do Pai no cumprimento de sua missão, o próprio mal, o próprio espírito das trevas “EXU” perturba-se.
Perturbam-se não só esses filhos do mal, como também outros seres do mundo dos desejos.
A verdade e a luz dissipam as trevas.
Ao entrozarem-se os filhos de Umbanda no meio onde agem os seres opostos (Quimbanda), sofrem eles muito com a baixa das suas vibrações e com o reflexo em suas mentes da perversidade desses mesmos seres.
Não posso reproduzir os fatos de fórma bastante compreensível para vós, mas tentarei fazer-vos aquilatar o quanto de dor, de agonia, sentem os mensageiros da luz na sua missão junto as hordas perversas.
A muito não vai que ainda vos chegue a mente e a visão, a horrível, dolorosa e brutal perversidade dos seres da matéria, na ambição incomensurável que os tinge de sangue e luto e aí, então, podereis ver, apreciar e melhor constatar os fatos e, melhor ainda, ligando-os ao mundo dos invisíveis, compreender o porque das cousas e sua origem.
Para tanto já se torna grande a vossa curiosidade e tempo é já que examinemos os fatos.
- Da orientação segura surgiu a seara boa, deslumbrado, o seu obreiro despertou em si o dragão perverso das paixões, dos desejos, da ambição; julgou-se senhor absoluto, capaz de tudo e até do Pai profanou o Santo Nome; ambicioso, mais ainda, confiante nas suas faculdades, nos elementos que havia congregado, procurou por todas as formas, por todos os meios, dominar a tudo e a todos.
Do outro lado ele não podia perceber, em virtude da matéria, seres envoltos em negras roupagens que trabalhavam ativamente para ver seus desejos também realizados; eram seres maldosos que, da forma material, unicamente não possuíam a carne; de intelecto evoluído, engendravam, pela fantasia do espírito, conseguir algo que os colocasse de posse de novos corpos; para tanto, necessário seria atrair elementos da matéria que os ajudasse na realização do seu objetivo.
Organizados em cima, acharam meio propício nos filhos organizados em baixo; seu meio era igual e assim, unidos, poderiam levar avante os seus propósitos.
Trabalhavam ativamente e, para também alcançarem seu fim, os da matéria os obdeciam cegamente.
Dessa forma deu-se o seu grande surto de início. Agiam, trabalhavam os dois princípios em harmonia e cumpria-se mais uma vez, as sábias leis do Grande Pai.
Iniciava-se então o segundo ciclo, uma das fazes mais agudas do Karma evolutivo terreno.
Não poude a ação dos mensageiros da luz interferir para que se amenizassem os corações maldosos, afim de que seguissem o trilha do bem.
Cumpria-se a Lei sábia do Pai.
Os esforços contínuos de todos os abnegados do invisível eram poucos.
No cérebro dos seres da matéria fluía a inspiração, a intuição para os mais perversos atos de acabrunhamento da humanidade. Despertava outra vez o dragão e com suas garras trucidava os que se lançavam a sua frente.
Surgem novas idéias; surgem inventos perversos, para que fossem satisfeitos os intentos maldosos dos materiais e se fortalecesse a organização dos invisíveis.
Assim desafiavam a própria Divindade, muito embora, inconcientes, cumprissem a Lei do Karma.
Da luz surgiu o lírio,
Desabrochou na cruz do sacrifício.
Jesus perpetuou a Verdade Divina
De Deus baixou, Cristo sublime
Aos seus mensageiros enviou
A estrela da perfeição;
A eles a verdade chegou
Em devota afirmação.
Aos opostos aos das trevas,
Branca, pura roupagem deu;
Cavaleiros eram os da terra,
Unidos aos filhos de Deus.
Era a luta do bem contra o mal.
Embora a verdade domine, embora o bem triunfe ao mal, não se podia prontamente extirpar a horrível ameaça dos entes trevosos.
- A natureza auxiliava no conjunto das cousas e a própria onda vibratória do mal extinguia-se suplantada pela irradiações solares que se faziam sentir.
De ousadia sem par era a luta dos mensageiros; fundaram-se ordens com o símbolo da Cruz, chamaram-se Cavaleiros os seus filiados; orientados por entes invisíveis, sequiosos pela ajuda dos da matéria para melhor poderem eliminar os que, organizados em idênticas condições, influíam para a perversidade dos materiais, trabalhavam esses seres arduamente e sem desfalecimentos.
O sangue corria, os homens perdiam o senso das cousas, incapazes de se orientar como verdadeiros entes de raciocínio, dotados do princípio Divino – o espírito. –
Todos seus atos concorriam para aumentar a perversidade; engendravam máquinas terríveis que, embora parecessem fruto de sua mente conciente, lhes era dado conhecer por influência dos cobertos pela roupagem negra. (Espíritos dos Magos do mal (Quimbanda) na matéria e no Astral).
Tal ajuda foi cortada paulatinamente pelos Cavaleiros do bem, embora pequeno fosse seu número, embora escassos os seus recursos; isto foi possível pela devoção de um ser cuja identidade me é vedado revelar. Sabeis quem? Podeis imaginar! – Um abnegado filho do Pai que ameaçado esteve da sua destruição.
Assim tolhida a ação dos que inspiravam o mal, as calamidades do plano térreo declinaram; mesmo as irradiações solares, fortes e salutares em todos os quadrantes, já inundavam todo o planeta.
Não mais venciam os guerreiros do mal e sua espada cedia ao peso da Justiça; no Astral poucos eram os que persistiam na obra visada; seus meios de ação estavam cortados.
Restava ainda o mentor que presidia a Ordem invisível e que orientava a chefe material das calamidades; porém, como tudo tem que existir dentro dos princípios das Leis Divinas, houve o dia do seu abatimento, pelo reconhecimento de uma força maior à qual estava sujeito – a Força Creadora – e assim, na realidade, teve os seus intentos frustrados, só lhe restando o arrependimento pelos erros praticados e a conquista das cousas do espírito, pois da matéria nada mais podia ambicionar.
A CIÊNCIA, OS CONHECIMENTOS EMBORA GRANDES, NÃO PODEM ULTRAPASSAR AOS DA DIVINDADE.
Embora não pudessem prosseguir, não se conformavam os maldosos renitentes com sua dolorosa situação; jamais concebiam que seres tão humildes fossem capazes de destruir e eliminar aquilo que consideravam indestrutível; não podiam penetrar no mistério cujo poder anulava seus esforços, que quebrava a força, que fazia esmorecer elementos tão cultos, tão capazes e persistentes nos seus propósitos.
Na matéria, os que a eles estavam ligados, espesso véo vedava-lhes a visão da ocorrência (Obra do Pai), e assim continuavam confiantes nos que os haviam inspirado e a seu Chefe – Deus em Carne – e mantinham a ele obedientes e submissos.
Os insucessos constantes eram amenizados pelas promessas de verdadeiros milagres que deveriam se operar, devendo tudo estar dependente, unicamente, de boa junção dos Astros e de revelações prodigiosas, capazes de tornar seus conhecedores invulneráveis; mas nada disso se deu, graças aos que humildemente trabalhavam com suas vestes brancas, apanágio dos bons, dos que fazem o amor florir nos corações.
Já se cumpria o Karma e tempo era que assim o fosse; muitos dos mãos já prestavam contas de seus atos ao Pai Supremo.
Nos horizontes dominava o Sol, que forças dava aos Cavaleiros do bem, entes incansáveis que extirpavam todas as garras do inimigo, deixando unicamente seu chefe (o da matéria) para seu maior desespero, para que ele pudesse assim lembrar-se da existência do Ser Onipotente – DEUS -.
É sempre nas horas aflitivas que o ser consciente, que se diz homem, recorda-se do Poder Divino, que necessita e busca a fonte de origem.
Assim, “o grande poderoso dos invisíveis” teve seus comparsas da matéria também aniquilados, não lhe restando mais do que o completo arrependimento e a penitência do seu espírito para receber o que de Justiça lhe coubesse.
E aí cessava o surto dos mãos. Marte saira dos horizontes; extinguiam-se as calamidades da matéria e o sangue começava a estancar.
Cumpria-se os desígnios da Sabedoria Infinita.
Vede meus irmão, não duvideis daquilo que muito é para vossa compreensão. Vede como estão ligados os fatos da vida da matéria com os seres do invisível e que é necessário, para o bem dos encarnados, o conhecimento das cousas do Além, onde reside a verdadeira vida, onde está a causa de tudo que de bom e de mau sucede ao plano térreo.
Umbanda conduz os que trilham sua senda ao conhecimento das verdades do Além; age Umbanda de forma bastante acentuada no plano físico, para mostrar os fundamentos do invisível.
JESUS – FILHO DE DEUS – Irmão no sacrifício, assim também fez em chegando na matéria, para perpetuar os ensinamentos do ESPÍRITO.
Por tudo quanto foi dito podeis um julgamento fazer.
Umbanda não é só um rito grotesco que trabalha em Terreiros; é uma Lei sublime que caminha passo a passo junto aos Karmas das creaturas, do planeta Terra e do próprio Cosmo.
Ela dá ao encarnado forças para que possa levar avante sua missão, cumprindo seu Karma terreno, auxilia-o em todos os momentos, na luta da matéria; trabalha também com denodo para que esses espíritos se elevem, sublimando-se nas virtudes do puro e perfeito, para sua completa felicidade na mansão dos bem-aventurados, na morada que o Justo reserva àqueles que, como verdadeiros filhos obedientes e cumpridores dos seus deveres, a merecem.
É a Lei do Pai na terra para a salvação de seus filhos.
Lei de Justiça e de Verdade – sua grande missão é de anular, opondo-se as práticas daquilo que chamamos Magia Negra (Quimbanda).
Quimbanda meus irmãos, não é só o que se pratica em Magia Negra, mas é tudo quanto entrava e aniquila os bons princípios; Quimbanda é a magia do mal; Quimbanda é uma epidemia terrível que castiga e deprime o vosso ser; Quimbanda é o mal de todas as horas que vos aflige e atormenta; é a causa da luta incessante que tendes na matéria, muitas vezes trazendo-vos em sobressalto e constante desespero, luta que travais para não serdes tragados pelas ondas turbulentas desse mar de iniqüidades.
Assim podeis bem ver a nobre missão de Umbanda – Lei de Justiça a opor-se todo o instante, todo o momento àquilo que é de mal, àquilo que conduz ao desespero e ao sofrimento a vossa matéria e, consequentemente, o vosso espírito.
A muito não vai o que de mal ainda há bem pouco tempo se passou.
MAL – INIQUIDADE – TREVAS.
Não deixa de ser Quimbanda o oposto a tudo quanto é de bem, àquilo que emana do Princípio Divino, fonte creadora – DEUS.
O próprio Messias, que sucedeu aos pregadores dos grandes mistérios (Grandes Mistérios – Ciências Herméticas), embora sendo um Mago da magia mental, foi vítima das maldades da Quimbanda, contra a qual lutou com desassombro e maestria próprios de um Ser Iluminado.
Quando eliminado for tudo que do mal houver, Umbanda por certo será compreendida e praticada por todos os filhos da carne que, assim o fazendo, estarão trabalhando para seu próprio bem, para sua própria felicidade e bem estar, não só da matéria, mas principalmente para o fim a que veio Umbanda na terra – elevação, salvação e glória do Espírito.
Assim, jamais deverá haver dúvidas ou falsas suposições, quando nas hordas do mal forem encontradas espíritos pertencentes as Linhas de Umbanda. Para se eliminar ou melhor, para se derribar árvores inútil seria aparar seus ramos; mais seguro, por certo, seria cortar suas raízes.
É evidente portanto que, para evitar o mal, é necessário chegar a causa que o produza; daí a razão e o motivo da presença dos trabalhadores de Umbanda junto as hordas do mal, onde trabalhando aparentemente de comum acordo com seus irmão maldosos, podem eles, de um modo seguro, cortar as raízes da árvore da Quimbanda.
- Se o que aqui foi dito melhor não vos esclarece, perdoai a quem vos dá estas modestas páginas; se assim for, só vos resta meditar profundamente sobre o assunto,, para que possa à vossa compreensão, o esclarecimento chegar.
No Livro Sagrado, cujos ensinamentos são diretos (de cima para baixo), as verdades ali contidas, para serem devidamente assimiladas, precisam ser interpretadas e meditadas; não extranheis, portanto, que em tão humilde trabalho como este também surjam verdades que, para serem melhor compreendidas, mereçam ser meditadas, visto sua origem ser, igualmente, de cima para baixo.
Tudo revelado, tudo ao alcance da matéria aí está; fazei bom uso dos humildes ensinamentos, e que estes sirvam para orientar os espíritos cançados das lutas contínuas da vida terrena, á conquista da almejada felicidade nos Mundos Superiores, onde tudo á harmonia, luz, perfeição.
Caminhai firmes e confiantes, pois que todas as ovelhas terão de chegar sem falhas ao Aprisco Divino.
9.10.10
UMBANDA E A ESFINGE DO EGITO
A ESFINGE DO EGITO
Tranqüila e firme, a estranha figura que encarna a fôrça de leão, a inteligência do homem e a serenidade espiritual dos deuses, ensina-nos a iniludível verdade de que o ser humano, mediante o domínio de si próprio, pode sobrepor-se ao animal que traz no seu interior e domina-lo. Quem pode olhar esse grande corpo de pedra cujos membros e garras de fera se juntam à cabeça e ao rosto de feições nobres de uma criatura humana, sem inferir esta lição elementar? Quem sabe decifrar o simbolismo da serpente, o emblema “URAEUS” da soberania faraônica, que se ergue preso à coifa, compreende que a Esfinge não nos incita a reinar sobre os demais, senão apenas dominar a nós mesmos. Muda sacerdotisa de pedra, a esfinge transmite, a todos os que têm ouvidos para ouvi-la, um silencioso sermão.
As inscrições hieroglíficas que se encontram nas paredes dos templos do Alto Egito como as de Edfu, onde o deus representado na imagem aparece transfigurado em leão com cabeça humana, vencendo Set, o satanás egípcio, sugerem que a esfinge encarnava a divindade. Do mesmo modo, um fato curioso leva-nos a crer que a Esfinge oculta algum segredo arquitetônico e encerra algum mistério talhado na pedra, Em diversas outras partes do Egito, pequenas reproduções da Esfinge foram colocadas diante de seus respectivos templos, como guardiães e protetores do umbral, ou, então, leões eram esculpidos, defendendo a entrada dos templos. Até as chaves dos templos tinham feitio de leão. Só a Esfinge de Giseh parece não ter seu templo correspondente; o que se chama o templo da Esfinge era uma construção com aspecto de fortaleza, de colunas rudemente talhadas e paredes maciças, mas, que, na realidade, não pertencia à Esfinge, fato demonstrado categórica e satisfatòriamente pelas escavações do professor Selim Hassan. Agora é revelado como sendo pertencente ao templo da Pirâmide de Khafra, a segunda, com a qual está unida por uma calçada em declive, pavimentada, hoje completamente desenterrada. Ademais, esse curioso aspecto arquitetônico está diante e não à retaguarda da Esfinge.
O pequeno templo, que Caviglia pôs a descoberto, entre o peito e as patas da Esfinge (atualmente quase inexistente), foi construído muito tempo depois da referida estátua; à guisa de paredes, formavam o santuário lápides de quatro metros de altura, sem teto, mas pessoas interessadas e o tempo, derrubaram-nas e as retiraram. Como também o altar dos sacrifícios que se levanta em frente da entrada do templo, agora se encontra entre as patas da Esfinge e é de procedência romana, embora feito de um bloco de granito vermelho retirado do templo de Khafra, muito mais antigo e cujo recinto ornava.
Onde então está o verdadeiro templo da Esfinge?
Levantei um pouco a cabeça, olhei por de trás da estátua e do meu ângulo visual, vi destacando a silhueta à luz dos primeiros albores do dia, erguendo seu vértice truncado, a maior construção do mundo, o insolúvel mistério de pedra de toda a história, a primeira maravilha do universo, tanto para os gregos quanto para nós, cujo enigma desconcertou o mundo antigo e continua desafiando o moderno, a condigna amiga inseparável da Esfinge: - A Grande Pirâmide!
Ambas foram construídas na Era Atlântica, testemunhas visíveis do continente desconhecido, mudos legados de uma raça de homens que se foi tão misteriosamente como a sua terra.
A Esfinge e a Pirâmide recordam aos sucessores dos atlantes as glórias daquela civilização perdida.
Voltaram a se encontrar, o Sol e a Esfinge, renovando um pacto augusto de cumprir diariamente este compromisso desde milênios. O céu, rápidamente, passou por todos os matizes que sobrem no Egito depois do amanhecer; o horizonte mudou sua cor de rosa para o de heliotrópio à violeta, da violeta ao vermelho, antes de se revestir de um azul definido, intenso, sem nuvens, cuja cor é o docel perpétuo do Egito. Agora sei que a Zeladora do deserto era um emblema dos quatro sagrados Vigilantes, silenciosos Guardiães do universo; os quatro Deuses transmitiram mandamentos da Deidade, guias misteriosos dos homens e do seu destino.Àqueles que esculpiram a figura da Esfinge conheciam a existência desses seres sublimes, enquanto nós, pobres homens modernos, nem a lembrança temos conservado.
Um pouco cansado, devido à minha longa vigília, preparei-me para me despedir da titânica cabeça erguida sobre a areia. A serenidade da sua pose, a calma excelsa de autodomínio, as radiações de espiritualidade, haviam de algum modo me afetado, infundindo-me certo desapego indefinível das coisas mundanas, sensações para as quais não encontro palavras para expressar. A Esfinge é tão velha que presenciou a infância do mundo, em contemplação imutável viu civilizações levantarem-se aos píncaros da glória e caírem lentamente como fores sem viço; viu chegarem invasores vociferantes que iam e vinham, partiam e ficavam. Contudo, manteve-se no seu lugar, sempre tranqüila, totalmente alheia, livre de emoções humanas. Essa pétrea indiferença às permutas dos séculos, contagiaram-me no decorrer da noite. A Esfinge nos liberta de toda inquietude que temos do futuro, nos alivia de todos os pesares da alma e converte o passado numa película cinematográfica que podemos fitar como espectadores indiferentes, sem apego.
Sob o límpido céu azul, lancei um último olhar àquela fronte ampla, àqueles olhos encovados, àquelas faces arredondadas, àquela coifa de pedra, talhada para imitar uma de linho franzido, com largas faixas horizontais, separadas por outras mais estreitas. Os raios rosados destacaram a feições mutiladas, reminiscência daquela Esfinge cuja forma os homens de antanho conheciam, levantando-a de pedra calcárea, e cuja superfície era então de cor vermelho-escura. Aquele corpo jacente, onde se combinavam tão bem a fôrça do leão e a inteligência do homem, em simbólico conjunto, revelava entretanto, algo mais; nada de bestial nem de humano; algo que estava além de uma e de outra coisa, algo divino! Embora nós não tivéssemos pronunciado uma só palavra, não obstante, da presença da Esfinge emanava uma atmosfera espiritual. Ainda que não tivesse ousado murmurar uma palavra naquelas grandes orelhas, tão surdas ao bulício do mundo, sabia que ela me compreendera perfeitamente. Sim, sem dúvida havia algo sobrenatural naquele ser de pedra, ao trazer para o século XXI o testemunho de um mundo desconhecido, embora seus grossos lábios selados retivessem com firmeza os segredos da Atlântida. No momento em que a luz do dia iluminou a Esfinge, ainda mais profundo tornou-se o seu mistério.
Estiquei minhas pernas adormecidas, na areia, e levantei-me lentamente, dirigindo ao rosto impassível uma palavra de despedida. Em seu olhar imóvel, fixo no Oriente, sempre atento ao despontar dos primeiros raios do Sol, tornei a ler o símbolo reconfortante da nossa ressurreição, tão certa e irrefutável como a própria aurora.
“Tu não és somente do tempo, mas pertences ao que é Imortal – sussurrou a Esfinge, - rompendo por fim seu mutismo – Tu és eterno e não apenas de carne perecível. A alma do homem não pode ser aniquilada, não pode morrer. Ela espera, envolta em mortalha no teu coração, como eu aguardei no teu mundo, envolta na areia. Conhece-te a ti mesmo, ó mortal! Porque há Alguém em ti, como em todos os homens, que surge e presta testemunho de que EXISTE um Deus!”
Do Livro O Egito Secreto de Paul Brunton
UMBANDA - LINHA DO ORIENTE
Fazendo parte das linhas independentes, das linhas autônomas de Umbanda, aparece brilhante com seus seres, a Linha do Oriente. Grande é o número dos que a constituem; são bondosos, bastante evoluídos e irradiam de sua Aura, vibrações puras, vibrações harmoniosas que lhes dão o característico na apresentação.
Esta linha tem como patrono ou chefe espiritual – São João Batista.
Quando apresentam-se estes seres, dão aos Médiuns os gestos, a forma, as maneiras dos povos orientais; dificilmente aparecem nos trabalhos tomando aparelhos, mas gostam de demonstrar a sua presença, sem contudo tomar o Médium; usam pouco ritual, fazem saudações, limitam-se ao uso da mirra, incenso e demais.
São tolerantes, serenos e de grande brandura nas manifestações e conselhos; são ótimos trabalhadores da magia e quando fazem trabalhos de cura são excelentes curadores; embora simples nas suas manifestações, ao se apresentarem deixam transparecer algum conhecimento.
Esta Linha possue sub-linhas com seus chefes e demais trabalhadores; os povos que a integram são orientais, mongóes, chins, indianos, árabes e outros.
Dos chefes das suas sub-linhas que muito trabalham, para citar alguns mencionamos – Ori do Oriente e Zarthú.
Quando traçam pontos aparece, em geral, o Triangulo, a ESFINGE, o Pentagrama Sagrado e demais símbolos; isto porém, raras vezes acontece; quase sempre isso é feito por outros entes que não pertencem a esta Linha, como meio para atrair os componentes da Linha do Oriente.
É uma das linhas que se empenha em fazer revelação de grandes acontecimentos, de novos conhecimentos, procurando sempre beneficiar a humanidade e contribuir para sua evolução.
Possam estas entidades deixar nos corações materiais a centelha do amor Divino, fortificados na aureola de luz do seu patrono São João Batista.
Do Livro Primeiras Revelações de Umbanda
Tranqüila e firme, a estranha figura que encarna a fôrça de leão, a inteligência do homem e a serenidade espiritual dos deuses, ensina-nos a iniludível verdade de que o ser humano, mediante o domínio de si próprio, pode sobrepor-se ao animal que traz no seu interior e domina-lo. Quem pode olhar esse grande corpo de pedra cujos membros e garras de fera se juntam à cabeça e ao rosto de feições nobres de uma criatura humana, sem inferir esta lição elementar? Quem sabe decifrar o simbolismo da serpente, o emblema “URAEUS” da soberania faraônica, que se ergue preso à coifa, compreende que a Esfinge não nos incita a reinar sobre os demais, senão apenas dominar a nós mesmos. Muda sacerdotisa de pedra, a esfinge transmite, a todos os que têm ouvidos para ouvi-la, um silencioso sermão.
As inscrições hieroglíficas que se encontram nas paredes dos templos do Alto Egito como as de Edfu, onde o deus representado na imagem aparece transfigurado em leão com cabeça humana, vencendo Set, o satanás egípcio, sugerem que a esfinge encarnava a divindade. Do mesmo modo, um fato curioso leva-nos a crer que a Esfinge oculta algum segredo arquitetônico e encerra algum mistério talhado na pedra, Em diversas outras partes do Egito, pequenas reproduções da Esfinge foram colocadas diante de seus respectivos templos, como guardiães e protetores do umbral, ou, então, leões eram esculpidos, defendendo a entrada dos templos. Até as chaves dos templos tinham feitio de leão. Só a Esfinge de Giseh parece não ter seu templo correspondente; o que se chama o templo da Esfinge era uma construção com aspecto de fortaleza, de colunas rudemente talhadas e paredes maciças, mas, que, na realidade, não pertencia à Esfinge, fato demonstrado categórica e satisfatòriamente pelas escavações do professor Selim Hassan. Agora é revelado como sendo pertencente ao templo da Pirâmide de Khafra, a segunda, com a qual está unida por uma calçada em declive, pavimentada, hoje completamente desenterrada. Ademais, esse curioso aspecto arquitetônico está diante e não à retaguarda da Esfinge.
O pequeno templo, que Caviglia pôs a descoberto, entre o peito e as patas da Esfinge (atualmente quase inexistente), foi construído muito tempo depois da referida estátua; à guisa de paredes, formavam o santuário lápides de quatro metros de altura, sem teto, mas pessoas interessadas e o tempo, derrubaram-nas e as retiraram. Como também o altar dos sacrifícios que se levanta em frente da entrada do templo, agora se encontra entre as patas da Esfinge e é de procedência romana, embora feito de um bloco de granito vermelho retirado do templo de Khafra, muito mais antigo e cujo recinto ornava.
Onde então está o verdadeiro templo da Esfinge?
Levantei um pouco a cabeça, olhei por de trás da estátua e do meu ângulo visual, vi destacando a silhueta à luz dos primeiros albores do dia, erguendo seu vértice truncado, a maior construção do mundo, o insolúvel mistério de pedra de toda a história, a primeira maravilha do universo, tanto para os gregos quanto para nós, cujo enigma desconcertou o mundo antigo e continua desafiando o moderno, a condigna amiga inseparável da Esfinge: - A Grande Pirâmide!
Ambas foram construídas na Era Atlântica, testemunhas visíveis do continente desconhecido, mudos legados de uma raça de homens que se foi tão misteriosamente como a sua terra.
A Esfinge e a Pirâmide recordam aos sucessores dos atlantes as glórias daquela civilização perdida.
Voltaram a se encontrar, o Sol e a Esfinge, renovando um pacto augusto de cumprir diariamente este compromisso desde milênios. O céu, rápidamente, passou por todos os matizes que sobrem no Egito depois do amanhecer; o horizonte mudou sua cor de rosa para o de heliotrópio à violeta, da violeta ao vermelho, antes de se revestir de um azul definido, intenso, sem nuvens, cuja cor é o docel perpétuo do Egito. Agora sei que a Zeladora do deserto era um emblema dos quatro sagrados Vigilantes, silenciosos Guardiães do universo; os quatro Deuses transmitiram mandamentos da Deidade, guias misteriosos dos homens e do seu destino.Àqueles que esculpiram a figura da Esfinge conheciam a existência desses seres sublimes, enquanto nós, pobres homens modernos, nem a lembrança temos conservado.
Um pouco cansado, devido à minha longa vigília, preparei-me para me despedir da titânica cabeça erguida sobre a areia. A serenidade da sua pose, a calma excelsa de autodomínio, as radiações de espiritualidade, haviam de algum modo me afetado, infundindo-me certo desapego indefinível das coisas mundanas, sensações para as quais não encontro palavras para expressar. A Esfinge é tão velha que presenciou a infância do mundo, em contemplação imutável viu civilizações levantarem-se aos píncaros da glória e caírem lentamente como fores sem viço; viu chegarem invasores vociferantes que iam e vinham, partiam e ficavam. Contudo, manteve-se no seu lugar, sempre tranqüila, totalmente alheia, livre de emoções humanas. Essa pétrea indiferença às permutas dos séculos, contagiaram-me no decorrer da noite. A Esfinge nos liberta de toda inquietude que temos do futuro, nos alivia de todos os pesares da alma e converte o passado numa película cinematográfica que podemos fitar como espectadores indiferentes, sem apego.
Sob o límpido céu azul, lancei um último olhar àquela fronte ampla, àqueles olhos encovados, àquelas faces arredondadas, àquela coifa de pedra, talhada para imitar uma de linho franzido, com largas faixas horizontais, separadas por outras mais estreitas. Os raios rosados destacaram a feições mutiladas, reminiscência daquela Esfinge cuja forma os homens de antanho conheciam, levantando-a de pedra calcárea, e cuja superfície era então de cor vermelho-escura. Aquele corpo jacente, onde se combinavam tão bem a fôrça do leão e a inteligência do homem, em simbólico conjunto, revelava entretanto, algo mais; nada de bestial nem de humano; algo que estava além de uma e de outra coisa, algo divino! Embora nós não tivéssemos pronunciado uma só palavra, não obstante, da presença da Esfinge emanava uma atmosfera espiritual. Ainda que não tivesse ousado murmurar uma palavra naquelas grandes orelhas, tão surdas ao bulício do mundo, sabia que ela me compreendera perfeitamente. Sim, sem dúvida havia algo sobrenatural naquele ser de pedra, ao trazer para o século XXI o testemunho de um mundo desconhecido, embora seus grossos lábios selados retivessem com firmeza os segredos da Atlântida. No momento em que a luz do dia iluminou a Esfinge, ainda mais profundo tornou-se o seu mistério.
Estiquei minhas pernas adormecidas, na areia, e levantei-me lentamente, dirigindo ao rosto impassível uma palavra de despedida. Em seu olhar imóvel, fixo no Oriente, sempre atento ao despontar dos primeiros raios do Sol, tornei a ler o símbolo reconfortante da nossa ressurreição, tão certa e irrefutável como a própria aurora.
“Tu não és somente do tempo, mas pertences ao que é Imortal – sussurrou a Esfinge, - rompendo por fim seu mutismo – Tu és eterno e não apenas de carne perecível. A alma do homem não pode ser aniquilada, não pode morrer. Ela espera, envolta em mortalha no teu coração, como eu aguardei no teu mundo, envolta na areia. Conhece-te a ti mesmo, ó mortal! Porque há Alguém em ti, como em todos os homens, que surge e presta testemunho de que EXISTE um Deus!”
Do Livro O Egito Secreto de Paul Brunton
UMBANDA - LINHA DO ORIENTE
Fazendo parte das linhas independentes, das linhas autônomas de Umbanda, aparece brilhante com seus seres, a Linha do Oriente. Grande é o número dos que a constituem; são bondosos, bastante evoluídos e irradiam de sua Aura, vibrações puras, vibrações harmoniosas que lhes dão o característico na apresentação.
Esta linha tem como patrono ou chefe espiritual – São João Batista.
Quando apresentam-se estes seres, dão aos Médiuns os gestos, a forma, as maneiras dos povos orientais; dificilmente aparecem nos trabalhos tomando aparelhos, mas gostam de demonstrar a sua presença, sem contudo tomar o Médium; usam pouco ritual, fazem saudações, limitam-se ao uso da mirra, incenso e demais.
São tolerantes, serenos e de grande brandura nas manifestações e conselhos; são ótimos trabalhadores da magia e quando fazem trabalhos de cura são excelentes curadores; embora simples nas suas manifestações, ao se apresentarem deixam transparecer algum conhecimento.
Esta Linha possue sub-linhas com seus chefes e demais trabalhadores; os povos que a integram são orientais, mongóes, chins, indianos, árabes e outros.
Dos chefes das suas sub-linhas que muito trabalham, para citar alguns mencionamos – Ori do Oriente e Zarthú.
Quando traçam pontos aparece, em geral, o Triangulo, a ESFINGE, o Pentagrama Sagrado e demais símbolos; isto porém, raras vezes acontece; quase sempre isso é feito por outros entes que não pertencem a esta Linha, como meio para atrair os componentes da Linha do Oriente.
É uma das linhas que se empenha em fazer revelação de grandes acontecimentos, de novos conhecimentos, procurando sempre beneficiar a humanidade e contribuir para sua evolução.
Possam estas entidades deixar nos corações materiais a centelha do amor Divino, fortificados na aureola de luz do seu patrono São João Batista.
Do Livro Primeiras Revelações de Umbanda
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